Ainda em 20%

Manifestações do dia 15 não aumentam chances de impeachment de Dilma, diz Eurasia

Consultoria de risco político mantém chances de impeachment da presidente brasileira em 20%

SÃO PAULO – As manifestações anti-Dilma marcadas para o próximo dia 15 de março estão dando o que falar, mas não alteram as chances de impeachment da presidente, de acordo com a consultoria de risco político Eurasia. 

Em relatório, a consultoria destacou que é improvável que os protestos do próximo domingo aumentem a crise de governabilidade, fazendo com que eles mantenham a probabilidade de impeachment em torno de 20% – ainda significativa, mas pequena.

A consultoria destaca que os protestos sublinham o crescente descontentamento popular e aumentam a pressão política sobre Dilma, uma vez que os eleitores começam a sentir os efeitos das medidas de ajuste fiscal. Porém, apesar dos ventos contrários na política e economia, o governo “será capaz de continuar com o ajuste fiscal”, afirma a consultoria.

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Em relatório do início de fevereiro, logo após a divulgação do Datafolha, que mostrou a popularidade da presidente Dilma Rousseff com uma forte queda, a Eurasia destacou que há quatro pontos para que o impeachmento acontecesse: “a ligação direta entre Dilma e o ‘dinheiro sujo'”, Lula abandonar a presidente, a oposição ver o impeachment como algo positivo para ela nas próximas eleições, de 2018, e o declínio prolongado da aprovação da presidente.

“A grande questão para o segundo mandato de Dilma Rousseff é sobre a correção em curso da gestão econômica, um grande contraste com o seu primeiro mandato. O custo dessa correção de curso, no entanto, será muito mais dolorosa do que Dilma imaginava, e propenso a riscos de governabilidade maiores nos próximos meses”, afirmou a Eurasia.