Ministro da Saúde

Mandetta sugere adiar eleições municipais por conta do coronavírus

Governo federal também quer a antecipação de formaturas dos estudantes que estão na etapa final da formação em medicina

Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta defendeu o adiamento das eleições municipais por causa dos efeitos do coronavírus, durante uma vídeoconferência com prefeito de capitais brasileiras neste domingo (22).

Mandetta afirma que medidas “políticas” podem prejudicar o que está sendo feito para o enfrentamento da epidemia de coronavírus. “Eleição no meio do ano é uma tragédia, todo mundo vai querer fazer ação política”, disse o ministro.

Em outubro, estão marcadas eleições para prefeitos e vereadores. Para Mandetta, o Congresso deve estudar a possibilidade de “mandatos tampões”: “Está na hora de falar assim: ‘ó, adia, faz um mandato tampão desses vereadores, desses prefeitos”.

Antecipação de formatura

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Para reforçar as equipes de profissionais de saúde no combate ao novo coronavírus, o governo federal quer a antecipação de formaturas dos estudantes que estão na etapa final da formação em medicina. Uma medida semelhante foi adotada na Itália, onde a doença já levou mais de 4,8 mil pessoas à morte até o último sábado.

“Vamos antecipar agora os meninos do sexto ano que faltam um ou dois meses para se formarem. Vamos acelerar. Esses meninos são jovens. Não têm experiência, mas podem fazer uma parte do atendimento. Têm 7,3 mil horas de capacitação. Façam uma imersão para eles”, orientou o ministro.

A ideia não é lançar os formandos em etapas críticas de atendimento, como nos centros de terapia intensiva, mas alocá-los em algum processo de maneira que se permita o melhor aproveitamento de outros profissionais.

O ministro também deu orientações aos prefeitos sobre o que fazer com profissionais do sistema público de saúde com mais de 60 anos. A recomendação é não afastá-los, mas direcioná-los para alguma atividade que não demande o contato direto com pacientes com suspeitas de coronavírus.

“Vocês têm inúmeras possibilitadas. Não pensem no médico somente como o indivíduo que vai ficar na frente sofrendo doença e caindo morto. Não existe médico que não possa se chamado”, afirmou.

Com agências de notícias

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