Condenado

Mais um na mira da Justiça: MPF pede a prisão de terceiro ex-tesoureiro do PT

Paulo Ferreira é acusado de irregularidades em contratos envolvendo a Petrobras

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SÃO PAULO – O MPF (Ministério Público Federal) solicitou nesta quinta-feira (27) a prisão em regime fechado do ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, em ação penal que apura irregularidades nas obras do Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello), que é o centro de pesquisa da Petrobras (PETR3; PETR4). Além de Ferreira, o MPF já solicitou a prisão de outros dois ex-tesoureiros do partido: João Vaccari Neto e Delúbio Soares.

“Paulo Ferreira recebeu, assim como solicitou, valores indevidos de integrantes do Consórcio Novo Cenpes em virtude do respectivo contrato firmado pela diretoria de Serviços da Petrobrás e o Consórcio”, alega o MPF. De acordo com as investigações, o Consórcio e a estatal firmaram, originalmente, contrato de R$ 850 milhões para a construção do empreendimento. Porém, depois de diversos “aditivos” o contrato de serviço foi inflacionado e chegou na marca de R$ 1 bilhão.

Em 14 de dezembro do ano passado, em depoimento prestado ao juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, o ex-tesoureiro do PT admitiu que o partido recebeu recursos “informais” para campanhas eleitorais. Ferreira foi preso em junho do ano passado por conta das irregularidades apuradas nas obras do Cenpes, mas em fevereiro foi solto mediante pagamento de fiança. Porém, com o mandato do MPF de hoje, o ex-tesoureiro do PT pode voltar para a cadeia.

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Filiado ao PT desde 1985, Paulo Ferreira é considerado um dos homens fortes do partido, tanto que assumiu a vaga de Delúbio Soares em outubro de 2005 no auge dos escândalos do mensalão. Em fevereiro de 2010, Ferreira passou para João Vaccari Neto a presidência da tesouraria e mergulhou na carreira política, quando foi eleito deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul.