Análise da LCA

Mais dificuldades a Dilma e crise atingindo Lula: o que o Datafolha falou sobre a política

Os números ruins apontados pelo Datafolha destacam a crise política e econômica atual; Dilma teve queda de sua desaprovação, mas que não resultou nem na melhora da avaliação positiva

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SÃO PAULO – A pesquisa Datafolha divulgada no último final de semana mostrou que, apesar de um estancamento da opinião pública, a situação política da presidente Dilma Rousseff segue bastante complicada. De acordo com o levantamento realizado entre os dias 25 e 26, a reprovação ao governo Dilma caiu de 71% para 67%. Apesar do recuo na margem, o resultado de novembro é o segundo pior desde 2011, quando Dilma assumiu como Presidente.

“Os números ruins refletem a crise política e econômica. Além disso, os entrevistados pelo Datafolha estão pessimistas com as perspectivas da economia em especial a inflação e o emprego. Essa elevada rejeição de Dilma tornam ainda mais difícil nas negociações no Congresso em torno de sua agenda de governo”, afirma a LCA Consultores.

A LCA ressalta que até entre os mais pobres e menos escolarizados, importante base eleitoral do PT, a avaliação negativa do governo está alta e, mesmo nos segmentos da população beneficiados pelos programas sociais do governo, como o Programa Bolsa Família, reprovam em sua maioria o governo da presidente. Entre aqueles são beneficiados por este programa a reprovação de Dilma é de 61%. 

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Dilma teve queda de sua desaprovação, mas que não resultou nem na melhora da avaliação positiva, que oscilou no limite da margem de erro, para 10%. Além disso, 65% defendem o impeachment de Dilma, contra 66% em agosto. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, o entorno da presidente comemorou os dados do Datafolha com a queda da reprovação. “Não foi tão ruim assim, é uma vitória”, disse um importante assessor, refletindo a reação na comitiva que está em Paris para a Cope-21. 

Crise prejudica Lula e Marina se fortalece
 A LCA também avalia que a
 elevada reprovação de Dilma teve reflexos importantes na preferência dos eleitores quanto ao cenário para o futuro presidente. Segundo o Datafolha, Aécio teria 31% dos votos (anterior 35%), Lula 22% e Marina com 21% (anterior 18%). No cenário com Geraldo Alckmin candidato, Marina lidera com 28%, Lula 22% (26% em junho) e 18% para o tucano (anterior 20%).

“Os efeitos da elevada reprovação de Dilma ficam visíveis quando se observa os níveis de rejeição dos potenciais candidatos. Lula tem 47% e só perde para Ulysses Guimarães, candidato presidencial pelo PMDB em 1989, que registrou o recorde de 52% de rejeição”, afirma a consultoria. Aécio é rejeitado por 24%, o vice Michel Temer (PMDB), por 22%. Alckmin e Marina, por 17%. Lula, que era visto como o melhor presidente que o Brasil por 71% em 2010, caiu para 39% agora, mas segue líder. 

Vale se atentar que, no cenário de segundo turno entre Aécio e Lula, o tucano tem 51% dos votos ante 32% do petista. O cenário 2, entre Lula e Alckmin, o ex-presidente tem 35% dos votos e o governador paulista possui 45%. O terceiro cenário é entre Marina Silva e Lula: a primeira tem 52% dos votos e o petista possui 31%. O quarto cenário é entre Aécio e Marina, que mostra um empate técnico, 42% dele e 41% dela. Por fim, o quinto cenário é entre Marina e Alckmin: a ex-senadora ganharia com 49% dos votos, enquanto Alckmin teria 33%. 

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