No Senado

“Mais bombeiro que ministro”, Rodrigues diz: “não posso esconder o que está acontecendo”

Ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues afirma que que o fato de grandes empreiteiras estarem envolvidas na Operação Lava Jato afetou muito o setor e que várias obras no País vão parar por falta de recursos

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SÃO PAULO – O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira, 29, que o fato de grandes empreiteiras estarem envolvidas na Operação Lava Jato afetou muito o setor e que várias obras no País vão parar por falta de recursos. Rodrigues afirmou ainda, em Brasília, que não há previsão de quanto poderá investir neste ano, atrapalhando assim os projetos de infraestrutura. 

“Eu não posso esconder o que está acontecendo no Ministério. Tudo o que aconteceu e está acontecendo no Brasil afetou muito o meu setor, as grandes empresas estão na Lava Jato, elas tinham capacidade de suporte no atraso de pagamento, as pequenas empresas não tem”, afirmou Rodrigues em Comissão de Infraestrutura do Senado.

Na audiência, Rodrigues comprometeu-se a marcar nova reunião com os integrantes da comissão logo quando souber quanto terá em investimentos. “Eu não sei o quanto eu tenho no bolso, quanto eu posso gastar”.

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Ele ainda afirmou que a bancada do partido vai participar nesta quarta-feira de um jantar com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na casa do senador Blairo Maggi (PR-MT). 

O Ministro ainda disse na Comissão que modelo de concessões não está definido, mas pode incorporar o que deu certo durante o governo Fernando Henrique. “O que foi bom no passado pode ser feito agora. Não temos definições. Estamos estudando”, disse.

Ele ainda afirmou que, no que, no período em que está à frente da pasta, apagou incêndio. “Fui mais bombeiro do que ministro”, afirmou.

Suplente da senadora Marta Suplicy (SP), que nessa terça-feira, 28, se desfiliou do PT, Rodrigues assumiu o cargo em janeiro na reforma ministerial feita pela presidente Dilma Rousseff.

Durante a reunião, os parlamentares têm dado várias declarações de desagravo ao ministro por conta da indefinição de quanto estará disponível para o ministério. “Não tem ministro competente sem recursos”, afirmou o senador Wellington Fagundes (MT), do mesmo partido de Rodrigues. O senador José Medeiros (PPS-MT) elogiou-o por não estar sendo “polido” nem “mentiroso”. Segundo ele, outras autoridades que não agem assim se “autoeganam”. “Sendo transparente e sendo claro é que a classe política e o governo vão resgatar a confiança da população brasileira.”

(Com Agência Estado e Agência Senado)