Datafolha

Maioria na Paulista rejeita Temer e Renan, mas 25% gosta do trabalho de Cunha

Apesar de ainda ter uma grande rejeição, o presidente da Câmara tem uma aceitação melhor de seu trabalho que seus colegas de partido

SÃO PAULO – Apesar do ato deste domingo ter sido focado na presidente Dilma Rousseff, no ex-presidente Lula e no PT, a maioria dos 135 mil manifestantes (segundo o Datafolha) que estava na Paulista também mostraram grande insatisfação com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e com o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). Ambos estão na linha de sucessão caso Dilma deixe a presidência.

Outro bastante rejeitado, segundo pesquisa do Datafolha, é o presidente da Câmara dos Debutados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas com números menos piores que o dos outros dois. Dos que estavam presentes na manifestação em São Paulo, 43% apontam o trabalho de Cunha como ruim ou péssimo, enquanto 25% acredita que sua atuação na Câmara é ótima ou boa. Outros 25% dizem ser regular o trabalho dele e 7% não souberam responder.

No caso de Renan Calheiros, o percentual de ruim ou péssimo chega a 79%, seguido de regular, com 15%. 4% não responderam e apenas 2% disseram que sua atuação é boa ou ótima. Por fim, na avaliação sobre o trabalho de Michel Temer, 68% afirmaram ser ruim ou péssimo, enquanto 22% acham sua atuação regular. “ótimo ou bom” teve 5%, mesma quantidade que não soube responder.

PUBLICIDADE

Avaliação de Dilma
Foi a primeira vez que o Datafolha questionou os entrevistados sobre uma possível renúncia da presidente Dilma Rousseff e, de acordo com a pesquisa, 85% acreditam que a presidente deveria renunciar ao cargo. O número é superior ao dos que acreditam que o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha deveria abrir um processo de impeachment contra a presidente. 

Cerca de 82% avaliam que a presidente deveria ser afastada da presidência após o processo de impeachment, 15% acham que ela não deveria sofrer o processo e 2% não souberam opinar sobre o tema. Contudo, só 49% acham que ela sairá da presidência, enquanto 44% dizem que isso não ocorrerá e 7% disseram não saber.