Fórum Econômico Mundial

Maior gestora de ativos do mundo aponta o que espera de Bolsonaro e equipe em Davos

Estratégia de articulação política para aprovar reformas será um dos pontos de destaque durante o evento, aponta Black Rock

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SÃO PAULO – Presente no Fórum Econômico Mundial de 2019 em Davos, a Black Rock, maior gestora de ativos do mundo Black Rock com US$ 6,5 trilhões sob gestão, destacou ao InfoMoney o que espera da ida de Jair Bolsonaro e de sua equipe ao evento. 

Axel Christensen, estrategista-chefe de investimento na América Latina da gestora, apontou que a participação do presidente brasileiro e de sua equipe será acompanhada de perto, uma vez que ele acabou de assumir o cargo no País e os investidores estarão de olho nas primeiras sinalizações do governo. ” Os sinais que Bolsonaro e Paulo Guedes [ministro da Economia] poderão fornecer serão definitivamente observados com muito cuidado”, avalia.

Em particular, uma questão fundamental em voga é de como o governo enfrentará o atual ambiente de incertezas tanto sobre as questões mais urgentes quanto sobre o cenário mais à frente para a economia. 

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Sobre a agenda de curto prazo, o endereçamento do problema fiscal e a estratégia para uma maior articulação política de forma a conduzir as reformas importantes serão observados de perto pelo público presente no evento, formado por investidores estrangeiros. Isso é particularmente importante em um momento em que a governabilidade é uma das maiores questões para os investidores estrangeiros entrarem no Brasil de vez. 

Vale ressaltar que, em seu curto discurso inaugural e em resposta a perguntas do organizador do fórum, Bolsonaro disse que fará reformas como a da Previdência e a tributária e que o ministro Paulo Guedes deverá colocar o Brasil entre os 50 melhores para se fazer negócios.

Com relação à agenda de longo prazo, as questões sobre a sustentabilidade ambiental também devem ser uma parte importante das conversas que o novo governo deve ter com os participantes de Davos, aponta a BlackRock.

Sobre isso, Bolsonaro falou sobre uma agenda de “compatibilização entre a preservação do meio ambiente e da biodiversidade com o necessário desenvolvimento econômico”, apontando que são interdependentes e indissociáveis”. 

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Para a Black Rock, o setor público, a sociedade civil e o setor privado devem se unir para resolver os problemas de tamanha complexidade que o Brasil atualmente enfrenta. Assim, todas as indicações que a equipe de Bolsonaro forem dar terão um impacto sobre a disposição dos investidores de aumentar o fluxo de investimentos no Brasil, tanto em ativos financeiros quanto reais (ou seja, infraestrutura, energia, entre outros).

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