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“Lulinha paz e amor” está de volta, diz Lula em ato na Paulista; acompanhe

"Relutei muito, desde que a companheira Dilma me chamou, em agosto do ano passado, a ir pro governo", disse Lula

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SÃO PAULO – Por volta das 19h30 (horário de Brasília), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso durante a manifestação em favor do governo na avenida Paulista, em São Paulo. “O povo não quer que a democracia seja apenas escrita. O povo quer estudar de verdade, quer educação de verdade, todo mundo tem direito à escola. O povo tem Prouni, tem escola técnica. Isso é conquista da democracia”, começou o petista.

“Relutei muito, desde que a companheira Dilma me chamou, em agosto do ano passado, a ir pro governo. E ao aceitar ir para o governo, veja o que aconteceu comigo: eu virei, outra vez, o ‘Lulinha paz e amor’. Eu vou lá para ajudar a companheira Dilma a fazer as coisas que ela tem que fazer neste país”, disse o ex-presidente.

Durante o ato, Lula afirmou: “Eu vim para ajudar a Dilma a fazer o que tem que ser feito, esse país tem que voltar a crescer, tem que voltar a entender que democracia é a convivência na diversidade. Não quero que quem votou no Aécio vote em mim, ou que quem votou na Dilma vote nele. Quero que a gente convida em uma sociedade harmônica”.

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“Quando a presidenta Dilma ganhou, eles [oposição], que se dizem pessoas evoluídas e estudadas, não aceitaram o resultado e faz um ano e três meses que eles estão atrapalhando a presidenta Dilma a governar este país. Eles vestem roupa amarela e verde para dizer que são mais brasileiros do que nós. Eles reclamam que o dólar está alto porque querem viajar para Miami. Eu viajo pra Bahia, para dentro do Brasil. Eu entrei porque quero restabelecer a paz, a esperança, porque eu sei que esse país pode crescer. Não vamos aceitar um golpe neste país”, falou o ex-presidente.

“Venho dizer aos companheiros que fazem protesto contra mim: protestem, eu nasci na vida protestando, fazendo greve, fazendo campanha pelas Diretas. Mas eu queria dizer que eles têm que saber que estas pessoas que estão aqui, de vermelho, são parte das pessoas que produzem o pão de cada dia do povo brasileiro. Elas não estão aqui porque tiveram metrô de graça, não estão aqui porque foram convocadas pelos meios de comunicação a semana toda. Elas estão aqui porque sabem o valor da democracia, porque sabem o valor de fazer o pobre subir uma escala no degrau da economia. Se eles comem três vezes por dia, nós queremos comer três vezes por dia”, continuou o petista.

Lula seguiu seu discurso: “Eu continuarei servindo à minha presidente Dilma porque, assim, eu continuarei servindo ao povo brasileiro. Não nos tratem como inimigos. Não veja ninguém de vermelho como inimigo. A nossa bandeira verde e amarela está em nossa consciência, em nosso coração.” Manifestantes gritam “não vai ter golpe, não vai ter golpe”.

“Eu passei um dia com a Dilma, nesta semana, e quero dizer para vocês que é humanamente impossível uma presidenta ter paz com a quantidade de notícias e de desgraças que ela lê todo dia. Eu fui presidente e sei disso, e um dos motivos que eu aceitei estar lá é para que a Dilma sorria pelo menos dez vezes por dia. Falei para ela deixar a gente ficar mal-humorado e ter a paz que precisa para governar este país”, afirmou.