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SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta quinta-feira, dia 24 de novembro, a permanência e a atuação do ministro da Fazenda Antonio Palocci. “O Palocci é uma figura extremamente importante nesse momento político e econômico do Brasil. O Palocci foi convidado por mim, continuará e será o meu ministro da Fazenda. Isso não tem discussão”, afirmou o chefe de estado.
Segundo o presidente, o Brasil encontrou o caminho do “desenvolvimento duradouro”, sendo que o governo está “consolidando uma perspectiva de tratar as questões econômicas com seriedade”. O presidente também amenizou as divergências entre Palocci e a ministra da Casa Civil, Dilma Rouseff. As declarações foram descritas em uma entrevista concedida a emissoras de rádio nesta manhã.
Denúncias de corrupção levam motivação política
Em relação às denúncias de corrupção, Lula voltou a dizer que não sabia da existência de nenhum esquema de pagamento a parlamentares e tentou reduzir a credibilidade das denúncias. “O governo não pode fazer um carnaval ao ouvir uma denúncia, tem que ver se há indício. A CPI terminou o trabalho sem provar se houve mensalão”, completou o presidente.
Lula creditou ainda o aparecimento de uma série de denúncias de corrupção no governo federal a motivações políticas. “Muito do que está acontecendo é porque já começou a eleição presidencial”, disse o presidente, que voltou a negar que tenha decidido se candidatar à reeleição no próximo ano:
“Ainda tenho um ano e um mês de mandato para cumprir. Eu não tenho que decidir agora se eu sou candidato ou não. Quem tem que decidir (se será candidato) são meus adversários, que estão batendo cabeça por aí”, completou.