Na Justiça

Lula vai à Justiça contra Veja após capa que “o vestiu” como presidiário

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram ação de reparação por danos morais contra a editora Abril, responsável pela revista

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SÃO PAULO – Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram ação de reparação por danos morais contra a editora Abril, responsável pela revista Veja. Na última edição, a revista semanal fez uma capa de Lula com uma montagem do ex-presidente vestido com uniforme de presidiário estampado com nomes de envolvidos em investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. A assessoria de imprensa do Instituto Lula definiu a capa como “uma montagem mentirosa, ofensiva e grotesca” do ex-presidente.

Em nota, o Instituto Lula afirmou que, “não há nenhuma ação penal em curso no país contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao contrário do que a capa faz parecer”. 

“A imagem que a capa da revista VEJA pretendeu sugerir aos seus leitores e à sociedade em geral, portanto, não possui qualquer lastro na realidade fática ou jurídica. Independentemente das afirmações e críticas contidas no interior da própria revista — sempre com evidente manipulação e falta de critério jornalístico —, não poderia ela estampar em uma capa uma imagem falsa e ofensiva, como se verifica no vertente caso”, diz o texto da ação, que classifica de “sórdida mentira” a reportagem de capa da revista.

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O texto destaca ainda que a exibição da imagem não se deu apenas nas bancas de revistas, mas também em pontos de publicidade espalhados pelo país, “reafirmando a intenção da revista de denegrir a honra e a imagem de Lula”.

 Os advogados do ex-presidente já entraram com outras duas queixas-crime, uma interpelação criminal e uma ação de indenização contra jornalistas da revista, além de queixa-crime específica contra a apresentadora da TVeja, Joice Hasselman, “por conta da prática recorrente da revista de atentar contra a honra do ex-presidente”, informa a nota.

 Os advogados pedem que seja reconhecido que a Veja praticou ato ilícito na publicação da última revista, de modo que condene a revista a reparar os danos morais incorridos, além de pedirem a condenação ao pagamento dos custos para publicação da sentença proferida na revista Veja. 

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