Em meio a críticas

“Lula só pode ser acusado de ter promovido melhores condições de vida”, diz Instituto

Em resposta à TV Globo, nota do Instituto defende o ex-presidente e diz ainda que Lula “jamais cometeu qualquer ilegalidade antes, durante ou depois de seus dois governos”

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SÃO PAULO – A manifestação do último domingo (16) contra o governo Dilma Rousseff e que, agora, teve também como foco o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue reverberando na mídia.

O ex-presidente Lula, aliás, respondeu à TV Globo sobre as críticas dos protestos feitas a ele. Um dos destaques do protesto e que repercutiu nas redes sociais foi um boneco inflado do ex-presidente, vestido como presidiário.

O Instituto Lula divulgou uma nota em que responde às criticas ao ex-presidente: “Lula foi preso na ditadura porque defendia a liberdade de expressão e organização política. O povo brasileiro sabe que ele só pode ser acusado de ter promovido a melhora das condições de vida e acabado com a fome de milhões de brasileiros, o que, para alguns, parece ser um crime político intolerável.” A nota diz ainda que Lula “jamais cometeu qualquer ilegalidade antes, durante ou depois de seus dois governos”.

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Vale ressaltar que as menções ao nome da presidente da República Dilma Rousseff no Twitter caíram durante as manifestações do último domingo, 16 de agosto. Segundo pesquisa feita pela empresa de consultoria focada em monitoramento de redes sociais Bites, as postagens que tinham a petista como alvo minguaram de 443,4 mil, em 15 de março, para 99,7 mil até as 20h de ontem (horário de Brasília) no microblog – o que corresponde a uma redução de 77,5%. Para viés de comparação, os números considerados para 15 de março levaram em conta registros até as 20h daquela data. O resultado da pesquisa reforça a leitura de que os protestos contra o governo perderam força, no entanto, estão longe de serem insignificantes. A

Em detrimento à expressiva redução nas menções a Dilma, a pesquisa também constatou uma elevação significativa nas citações a Lula, que saltaram de 28,2 mil em março para 44,3 mil até as 20h do último domingo, uma alta de 57%. Entre as lideranças da oposição, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) – um dos mais interessados em um possível impeachment de Dilma por conta de seu grande potencial de recall das últimas eleições – foi o que obteve maior apoio no Twitter, com 17.096 referências.