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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a isenção dos valores pagos a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além da redução da jornada de trabalho — tema que ganhou repercussão nacional neste ano com a PEC contra a escala 6×1.
No entanto, o presidente não se comprometeu com uma data para atender a essas pautas. A declaração foi feita em discurso durante o evento que celebrou a sanção da lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
“Eu estava ouvindo aqui o [deputado Arthur] Lira falar da participação no lucro. É uma coisa que a gente vai ter que avançar. São coisas que a sociedade moderna exige. A gente também não pode mais continuar com a mesma jornada de trabalho de 1943, não é possível”, destacou o presidente.
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O atual projeto que reforma as faixas de isenção e recolhimento do Imposto de Renda isenta quem ganha até R$ 5 mil e reduz progressivamente a carga tributária para contribuintes nas faixas superiores. Atualmente, a PLR é isenta para quem recebe até R$ 7.640 na bonificação, enquanto rendimentos maiores são tributados entre 7,5% e 27,5%.

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Durante o evento de sanção da nova faixa de isenção, Lula ressaltou que, embora a medida represente uma grande mudança, ela não será suficiente para “salvar a humanidade brasileira”. Segundo ele, cabe aos governos elevar o Brasil a um patamar de desenvolvimento e reduzir a desigualdade.
O presidente também tentou minimizar a ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Nos bastidores, a ausência é vista como mais um sinal do distanciamento entre o governo e o Congresso.
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Em discurso, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, procurou amenizar a situação: “O Congresso teve a sensibilidade para compreender esse objetivo e, por isso, quero agradecer a cada deputado e senador. Agradecer também aos presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre. A ausência dos presidentes em nada ofusca a importante condução e apoio que deram à matéria”, destacou.