Análise

Lula será preso? 3 perguntas que o mercado está fazendo após data de julgamento do petista

Para equipe da XP, provavelmente o ex-presidente será condenado, mas dificilmente será preso

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SÃO PAULO – Em mais um dia que tinha tudo para ser pautado pela reforma da Previdência, a grande notícia desta terça-feira (12) acabou sendo a definição da data do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no TRF-4, que ocorrerá em 24 de janeiro. Mais do que a  proximidade da data, esta novidade dá início às análises sobre o futuro do petista e que deve ter impacto direto nas eleições de 2018.

Segundo a equipe de análise política da XP Investimentos, a data ficou em linha com o que era esperado, principalmente após a liberação do voto do relator do caso, João Pedro Gebran Neto. Para os analistas, não há muitas dúvidas de que ele irá confirmar a condenação do juiz federal Sérgio Moro.

Diante deste cenário, a equipe da XP destacou três questões que precisam ser respondidas. A primeira é se Lula será preso, o que para eles dificilmente ocorrerá. “Para além do STF, que está a ponto de rever a questão da prisão após a condenação em 2ª instância, não ninguém no meio político que aposte na prisão do ex-presidente até que todos os seus recursos sejam julgados”, disseram os analistas.

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Já sobre a questão da ficha suja, eles explicam que o ex-presidente ficará sim nesta situação, mas só após o término do julgamento em Porto Alegre, que também aceita recursos. “Até lá, enquanto houver janela recursal, Lula segue elegível. Dificilmente ele chegará em agosto com a ficha limpa”, explicam.

Por fim, os analistas apontam para algo importante, a questão da condenação de forma unânime. “Ela é difícil, já que os desembargadores tem de concordar com a condenação e com a dosimetria da sentença. Se for unânime, a janela recursal diminui. Se divergente, os advogados de Lula ganham tempo com mais possibilidades de embargos”, afirma a equipe da XP.

Eles lembram ainda que quando Lula foi condenado por Moro, já tinham sugerido cautela, já que “os tempos da justiça são mais lentos”, sendo que estes processos têm muitos recursos. “Este capitulo será muito mais importante e tem mais peso no cenário de 2018, mas nem ele será decisivo”, concluem os analistas da XP.