Política

Lula senador? Conheça a “tática de sobrevivência” para o PT em 2018

Em entrevista ao InfoMoney, o analista político da XP Investimentos, Richard Back, faz uma leitura sobre o resultado das eleições municipais e traça o horizonte para os principais partidos políticos brasileiros nos próximos anos

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SÃO PAULO – A esquerda perdeu força com o colapso do PT nas eleições municipais e sai muito danificada para os próximos anos na política nacional. No entanto, ainda é cedo fazer uma avaliação de como o lado oposto angariará apoio e se comportará até a próxima disputa eleitoral, em 2018, sobretudo em um contexto tão nebuloso em que a imprevisibilidade da Operação Lava Jato há de ser considerada. Essa é a avaliação que faz Richard Back, analista político da XP Investimentos. Em entrevista ao InfoMoney, o especialista faz uma leitura sobre o resultado das urnas no último domingo e quais são os horizontes para as principais legendas do país, além do ambiente de maior fragmentação partidária e um crescimento da discussão sobre a cláusula de barreira.

“O PT ainda tem um tamanho tão grande para a esquerda que quem assumiu esse vácuo deixado não foram os partidos de esquerda: foram essencialmente os partidos de centro”, afirmou durante conversa que ocorreu ao vivo na InfoMoneyTV nesta quinta-feira (3). Back acredita que um inverno mais rigoroso aguarda o PT nas próximas eleições, tendo em vista a perda de prefeituras importantes na atual disputa. Tendo em vista tal cenário, alguns nomes do partido chegam a discutir soluções inesperadas para salvar a bancada no Congresso Nacional.

“Há uma tese de que Lula deveria ser senador em Pernambuco, porque aí ele faria vários deputados no Nordeste e seria a cidadela de fato”, explica o analista da XP. “É o que resta. Lançar Jaques Wagner na Bahia é sinônimo que ele vai se eleger e levar uns dois ou três deputados federais com ele. Lançar Mercadante e Berzoini em São Paulo. Tarso Genro no Rio Grande do Sul”. Segundo ele, essa seria uma “tática de sobrevivência” ventilada entre alguns petistas para eleger deputados e senadores, mas ainda bastante distante de uma execução. As resistências são grandes, sobretudo em um momento de maior questionamento interno ao lulismo e as correntes mais tradicionais do partido.

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Assista ao primeiro bloco da entrevista [para assistir o segundo bloco, clique aqui]: