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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (14) que o Brasil “não vai ficar de joelho” para os Estados Unidos e classificou como mentira a declaração do presidente americano Donald Trump, que chamou o país de “péssimo parceiro comercial”.
Durante evento em Pernambuco, Lula ressaltou que o Brasil mantém uma relação comercial sólida, mas não aceitará submissão ao governo americano.
“É mentira quando o presidente norte-americano diz que o Brasil é um mau parceiro comercial. O Brasil é bom, só não vai ficar de joelho para o governo americano”, disse Lula.
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Lula também disse que a “democracia está julgando Bolsonaro” e criticou Trump, dizendo que, se o presidente americano tivesse cometido a invasão do Congresso dos Estados Unidos no Brasil, também seria julgado e preso pelo Judiciário brasileiro.
“Ele invadiu o Capitólio, morreram cinco pessoas. Eu disse ao presidente Trump: se você morasse no Brasil e tivesse feito o que fez nos EUA aqui também você seria julgado e se culpado, iria para cadeia”, disse o presidente.
Trump fez as declarações durante conversa com jornalistas na Casa Branca, onde também criticou o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando-o como uma “execução política”.
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“Eu conheço esse homem e vou lhe dizer — acho que ele é um homem honesto. O que fizeram é uma coisa… Isso é realmente uma execução política que estão tentando fazer com o Bolsonaro”, afirmou Trump.
Ao ser questionado sobre as tarifas aplicadas pelo Brasil e outros países da América Latina, além da aproximação desses países com a China, Trump afirmou que não está preocupado, mas voltou a atacar o Brasil.
“Eles cobram tarifas enormes, muito maiores do que as que nós cobramos. Agora estão sendo cobrados 50% de tarifas, e não estão felizes, mas é assim que funciona”, disse.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que o Brasil mantém déficit comercial com os Estados Unidos desde 2009. Em 2024, o déficit, considerando produtos e serviços, ultrapassou US$ 28 bilhões.
