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SÃO PAULO – Provocando os candidatos da oposição que vão disputar as eleições presidenciais neste ano, Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira não temer que seus adversários optem por utilizar as denúncias de corrupção e imagens das CPIs como armas de campanha.
Lembrando que foi sua a decisão de vetar o artigo da lei eleitoral que proibia cenas externas – como as das CPIs – na propaganda eleitoral, Lula sinalizou que não vê problema em se mostrarem tais imagens e que essa postura será utilizada por quem prefere competir apresentando baixarias.
Campanha baseada em fatos e realizações
O presidente disse que sua campanha será baseada em fatos e realizações. “Na hora em que decidir ser candidato, vamos colocar o que nós fizemos neste país e vamos comparar com eles. Vamos colocar quatro (anos de governo Lula) contra oito (anos de governo Fernando Henrique Cardoso)”, afirmou.
“Vamos medir educação, saúde, transporte, estradas, ferrovias, linhas de transmissão e energia e deixar o povo livremente julgar”, ressaltou o presidente. “Do outro lado, eles botam o que eles quiserem. Quem não tem argumento xinga”, ironizou.
Alckmin responde
Reagindo a essas declarações, o candidato à presidência do PSDB, Geraldo Alckmin, disse que, inicialmente, Lula foi omisso e agora está sendo cínico.
“Primeiro, tem corrupção na sala ao lado, mas ele não sabia. Isso é omissão, que já não é possível. Agora é cinismo mesmo, que é imperdoável, é mais grave que omissão”, avaliou o candidato tucano.
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“Como dizer que corrupção não tem problema? Omissão pode se justificar, mas cinismo é imperdoável”, atacou.