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Lula opta por participar de evento mundial em Belém e Davos fica em segundo plano

A 8ª edição do Fórum Social Mundial é o palco escolhido pelo presidente para discutir a crise econômica global

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SÃO PAULO – “Ele escolheu lados”. Esta foi a declaração do executivo Oded Grajew, amigo pessoal de Lula, à agência de notícias Bloomberg quando perguntado a respeito do não comparecimento do presidente ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

O governante brasileiro preferiu reunir-se com um grupo de mais de cem mil ativistas, de 59 países, na cidade de Belém, no Pará, para o 8º Fórum Social Mundial a encontrar-se com chefes de Estado e líderes empresariais do mundo todo, cuja mentalidade de “cassino” costuma alegar ser a responsável pela atual crise capitalista global.

Nesta quinta-feira (29), o presidente e o mandatário venezuelano Hugo Chávez encabeçarão discussão sobre a grande turbulência que abalou as economias do mundo todo.

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Em 2002, ao lançar sua primeira candidatura presidencial, o ex-líder sindical acenou com a proposta de não-pagamento da dívida externa brasileira, enquanto em 2003, em sua primeira participação em Davos, prestou esclarecimento aos investidores internacionais afirmando que as chances de default da dívida brasileira eram nulas.

Em 2007, o mandatário brasileiro foi parabenizado pelo presidente do fórum realizado na Suíça por criar um modelo de “globalização com feições humanas”. Já o evento que acontece em Belém, neste ano, vem ajudar a recrutar o apoio das bases mais esquerdistas, que acusaram Lula de governar pelas elites do Brasil no evento de 2005.

“Lula não precisa de Davos”

James Galbraith, economista da Universidade do Texas que aconselhou Barack Obama durante sua campanha presidencial, declara que “Davos precisa de Lula. Lula não precisa de Davos”.

Na mesma linha, Marco Aurélio Garcia, conselheiro do Presidente para política internacional, afirmou em entrevista que não vê nenhuma razão para Lula estar em Davos e muitas para ele estar no Fórum Social.

No entanto, a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, traz certo receio quanto à introdução de questões de política presidencial no evento, que nesta edição, “Um Outro Mundo é Possível”, apresenta atividades que variam desde debates sobre a proteção da Amazônia a oficinas que visam à discussão sobre como manter os bancos trabalhando em prol da sociedade. Clima bem diferente das edições anteriores.

Oportunidade

De acordo com a Bloomberg, o porta-voz do Fórum Econômico Mundial, Mark Adams, afirma ser esta uma oportunidade para o delineamento de estratégias que ponham fim à crise da economia global, dado o número recorde de 41 chefes de estado presentes ao evento – dos quais, 11 são representantes de economias integrantes do G-20, que se reúne em abril próximo, em Londres -, contra 27 no ano passado.

Nick Chamie, chefe global de pesquisa nos mercados emergentes da RBC Capital Markets, lamenta a ausência de Lula em Davos e considera que esta é uma oportunidade perdida para o Brasil de melhorar sua imagem e de suas empresas para o mundo.