Eleições

Lula: “eu também amo a Marina, mas eleição não é questão de amor”

Ex-presidente ouviu de um eleitor que a candidata à presidência pelo PSB Marina Silva o ama e rebateu: eleição não é questão de amor, se não, eu escolhia a Marisa [Letícia, sua esposa]"

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São Paulo – Durante comício em Santo André (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ouviu de um eleitor que a candidata Marina Silva (PSB) o ama e rebateu: “Eu disse que também amo a Marina, mas eleição não é questão de amor, se não, eu escolhia a Marisa [Letícia, sua esposa]”.

Lula voltou a dizer que escolheu Dilma como sucessora e candidata à reeleição por ser “mais competente” e “mais preparada” para o cargo, afirmando que eleição para presidente “não é brincadeira” e “nem um teste”.

“Agora há pouco, uma pessoa me perguntou: ‘Lula, mas a Marina te ama’. Eu falei: ‘Eu também amo ela (sic), mas escolher presidente não é uma questão de amor, se não, eu escolhia a Marisa’. Não é uma questão de amor. Quando eu decidi escolher a Dilma e não companheiros que estavam comigo no PT, era porque eu tinha aprendido a conhecer uma coisa da Dilma que a Miriam [Belchior, ministra do Planejamento] aprendeu a conhecer: competência e lealdade”, afirmou.

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Lula afirmou que tem cinco mulheres importantes na sua passagem na Presidência e deixou Marina Silva, que foi ministra do Meio Ambiente, de fora. São elas, Dilma, Graça Foster (presidente da Petrobras), Erenice Guerra (ex-ministra da Casa Civil), Tereza Campelo (ministra do Desenvolvimento Social) e Miriam Belchior.

O ex-presidente voltou a criticar a imprensa e disse que leu livros a respeito de ex-presidentes recentemente e percebeu que todos também sofriam com ataques da imprensa. 

Em meados de setembro, em entrevista à Folha, Marina se emocionou ao falar das críticas do ex-presidente, de quem foi aliada por 24 anos. “‘Não posso controlar o que Lula pode fazer contra mim, mas posso controlar que não quero fazer nada contra ele”. “Quero fazer coisas em favor do que lá trás aprendi, inclusive com ele (Lula), que a gente não deveria se render à mentira, ao preconceito, e que a esperança iria vencer o medo”.