Lula e Sabino conversam sobre desembarque do União e ultimato para sair do cargo

Há expectativa que ministro do Turismo, do União Brasil, se reúna com presidente nesta sexta para selar saída da gestão

Agência O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Turismo, Celso Sabino (Ricardo Stuckert/PR)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Turismo, Celso Sabino (Ricardo Stuckert/PR)

Publicidade

O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversaram por telefone para tratar sobre a decisão do União Brasil de antecipar o desembarque do governo e o ultimato do partido, que deu 24 horas para os filiados deixarem os respectivos cargos. É esperado que o ministro tenha uma reunião com o petista no Palácio da Alvorada nesta sexta-feira para selar a saída do governo.

Segundo interlocutores do Planalto, apesar da pressão da sigla, Sabino não oficializou a demissão pelo telefonema, Como mostrou o GLOBO, ele tem interesse em permanecer no cargo. Nas últimas semanas, o ministro vinha conduzindo os preparativos da COP 30 em Belém, que acontece em novembro.

No começo de setembro, afirmou a Lula que gostaria de seguir no cargo e trabalharia por alternativas dentro do partido para isso. Uma das hipóteses levantadas na época foi Sabino se licenciar da legenda.

Oportunidade com segurança!

O desejo de Celso Sabino em ficar no governo também está ligado as suas pretensões eleitorais em 2026. Deputado federal pelo Pará, Sabino tem planos de concorrer a uma vaga ao Senado pelo Pará em 2026 na chapa com o governador Helder Barbalho (MDB). De acordo com interlocutores, Lula já teria sinalizado a Sabino que o apoiaria na disputa. Em 2022, Lula venceu a disputa presidencial no Pará com 54% dos votos.

Apesar de ter anunciado desembarque do governo, o União Brasil tem três ministérios no governo. Celso Sabino é uma indicação da bancada da Câmara da legenda. Enquanto os ministros Waldez Góes (Integração Nacional) e Frederico Siqueira Filho (Comunicações), por serem apadrinhados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não serão afetados pelo movimento da sigla.