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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu pela primeira vez com os três comandantes militares na tarde de quinta-feira depois que os Estados Unidos invadiram a Venezuela para prender o ditador Nicolás Maduro no dia 3 de janeiro. O ministro da Defesa, José Múcio, também participou do encontro, que se estendeu por quase duas horas no Palácio do Planalto.
Apesar de a reunião não ter sido marcada para tratar exclusivamente da situação da Venezuela, o tema fez parte da conversa. Os comandantes do Exército, Tomás Paiva, da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, e da Marinha, Marcos Olsen, apresentaram a Lula alguns investimentos necessários para equiparar as três forças diante da nova conjuntura geopolítica e reforçar o sistema de defesa do país.
Durante o encontro, Tomás Paiva listou algumas vulnerabilidades do país. O comandante do Exército disse que há uma necessidade de reforçar o sistema de defesa antiaéreo, investir em uma frota de drones e modernizar os helicópteros da força.
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Analistas avaliam que, após a invasão americana para capturar Maduro, o mundo vive uma nova ordem global. Em entrevista à colunista Miriam Leitão publicada nesta sexta-feira, Mucio disse que “nós achávamos que se nós estivéssemos dentro dos nossos direitos, estávamos protegidos”. “Os Estados Unidos, com o que fez na Venezuela, mostrou que ‘você está nos seus direitos, se eu quiser, eu entro, eu tenho mais força que você’”, afirmou o ministro da Defesa.
Além disso, pesquisa Quaest divulgada nesta semana mostrou que 58% dos brasileiros temem que aconteça no Brasil algo como aconteceu com a Venezuela.
Desde a invasão americana no dia 3, as Forças Armadas monitoram a fronteira do Brasil com a Venezuela em Roraima. O Ministério da Defesa informou que há 10 mil homens na região desde que a Venezuela passou a ameaçar invadir a Guiana para tomar a região de Essequibo.
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