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RADAR POLÍTICO

Lula e Dilma favorecidos, Joesley “canalha” e PSDB longe da base: confira o resumo político desta sexta-feira

Ex-presidente "pega pesado" com empresário da JBS em congresso nacional da sigla; além disso, novo ministro da Justiça afirma que Temer não foi acusado

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SÃO PAULO – Além de Michel Temer, o radar político desta sexta-feira (2) reserva seus holofotes para as principais figuras do PT. Lula avalia que Temer ganhou sobrevida política e chama Joesley Batista de “ladrão” depois do empresário apontar que o ex-presidente e Dilma Rousseff foram favorecidos em contas na Suíça. Segue também o impasse sobre a manutenção do PSDB na base do governo e parece estar cada vez mais próxima a prisão do ex-assessor especial de Temer. Isso tudo e muito mais no giro político desta:

Canalha!

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Na abertura do sexto Congresso Nacional do PT, em Brasília, na noite da última quinta-feira (1), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o empresário Joesley Batista, da J&F, de “canalha”. Em delação premiada, Joesley disse que pagou propina no valor de US$ 150 milhões para Lula e Dilma Rousseff por meio de contas no exterior.

“Um canalha de um empresário diz que fez uma conta no exterior pra mim e pra Dilma, mas a conta está no nome dele e ele que mexe na grana [plateia ri]. Tá na hora de parar de palhaçada, que o país não aguenta mais viver nessa situação, nesse achincalhamento”, completou.

Temer ganhou sobrevida

Falando ainda do ex-presidente, Lula e a cúpula do PT acreditam que Michel Temer pode ganhar sobrevida política já que está respondendo à altura às denúncias. Na visão de Lula, mesmo em situação crítica, o atual presidente tem conseguido unir forças, enquanto seu partido precisa de uma bandeira para reconquistar a confiança da sociedade.

Em busca de apoio

Ainda falando sobre o Partido dos Trabalhadores, segundo matéria do O Estado de S Paulo, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara e um dos nomes favoritos para assumir a presidência caso ocorra a eleição indireta, está buscando apoio na base aliada e até mesmo procurou os caciques do PT. De acordo com petistas, Maia foi em busca de diálogo com Lula, que não aceitou em um primeiro momento.

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“Temer não foi acusado”

Em entrevista ao jornal O Globo, o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que a ação contra Temer pode cair ainda na fase preliminar. “Temer não foi acusado. Há uma suposição da oposição”, afirmou Jardim, que acredita que a investigação criminal é um problema político, não jurídico.

Vai ou não vai PSDB?

E as especulações sobre a permanência do PSDB na base aliada não param de crescer. Segundo matéria do O Globo, o Planalto já está colocando na conta a saída de tucanos da base aliada na próxima semana, em linha com os rumores que circulam desde quarta-feira. Como vem sendo dito, essa iniciativa parte dos parlamentares mais jovens do partidos.

Na cola de Loures

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um novo pedido de prisão preventiva para Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), segundo recurso impetrado na última quinta-feira. Janot pediu que Edson Fachin reveja a decisão tomada há duas semanas, pois é “imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal”. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o Planalto acredita que Fachin deve atender o pedido de prisão do ex-assessor especial de Temer.

Nunca é demais lembrar: Loures é o ex-assessor especial de Temer e foi flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil em propina. Na terça-feira, ele esteve novamente nos holofotes, já que, com a recusa de Osmar Serraglio para ocupar o ministério da Transparência, Loures poderia perder o foro privilegiado.

Foro privilegiado

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E por falar em foro privilegiado, na última quinta-feira, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, pediu vista do julgamento que pode restringir o foro privilegiado para autoridades, como deputados e senadores. Não há data para o julgamento ser retomado.

Até o pedido de vista, já haviam votado pela restrição do foro o relator do caso, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Cármen Lúcia. A alteração da regra depende de 6 votos dentre os 11 ministros que fazem parte do STF.

Copom não agradou

De acordo com a colunista do Valor Econômico, Claudia Safatle, a intensão do Copom (Comitê de Política Monetária) em reduzir o ritmo de corte da Selic não agradou o governo, ainda mais pela justificativa, que leva em conta o caos político. Além disso, esse tipo de conduta não está de acordo com a agenda positiva proposta por Michel Temer. Segundo o Estadão, o governo quer ministros usando indicadores econômicos como argumento para manutenção do presidente, principalmente após o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre, que marcou o fim da recessão.

“Não acredito mais em reforma”

Por fim, em entrevista, Roberto Brant, um dos interlocutores frequentes de ministros próximos a Temer e ex-ministro da Previdência no governo Fernando Henrique, destacou que “não acredita mais na reforma da Previdência”, inclusive prevê um “desastre fiscal”.