Lula diz ser grato pela “parceria exitosa” do Brasil com a China

Em Salvador, presidente critica tentativa global de isolar mercado chinês de terras raras e rejeita interferência de Donald Trump na política da Venezuela

Reuters

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reage antes de uma cerimônia de lançamento de uma plataforma digital para a reforma tributária em Brasília, Brasil, em 13 de janeiro de 2026. REUTERS/Adriano Machado
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reage antes de uma cerimônia de lançamento de uma plataforma digital para a reforma tributária em Brasília, Brasil, em 13 de janeiro de 2026. REUTERS/Adriano Machado

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7 Fev (Reuters) – O presidente Luiz Inácio ‍Lula da Silva disse neste ⁠sábado que existe uma ‘briga escondida’ internacional com a ‍China em relação aos minerais críticos e aproveitou para saudar a ‘parceria exitosa’ do Brasil com o país ‌asiático.

‘E agora, embaixador, toda conversa, toda reunião é para evitar que os países vendam terras raras e minerais críticos para a China. É uma briga meio escondida, mas tudo é contra a China’, disse Lula dirigindo-se ‌ao embaixador chinês no Brasil, Zhu Qingqiao, que ‌estava presente no evento de comemoração dos 46 anos do PT, em Salvador.

Na sequência, Lula emendou: ‘Eu quero dizer que sou muito grato à parceria que o Brasil tem com a China. Sou muito ‌grato, porque é uma parceria exitosa, respeitosa’.

A Bahia é um exemplo da parceria a que Lula ​se referia, com a fábrica da montadora chinesa BYD em Camaçari. Nesta semana, a Reuters informou que a montadora pretende incluir 50% de conteúdo local nos carros fabricados na fábrica da Bahia até o final deste ano.

Na quarta-feira, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, revelou planos para reunir aliados em um bloco comercial preferencial para minerais críticos, propondo preços mínimos ​coordenados, à medida ⁠que Washington ⁠intensifica os esforços para diminuir o controle da China sobre materiais essenciais ‌para a manufatura avançada.

O Brasil esteve presente na reunião, mas uma fonte do governo explicou que uma decisão sobre sua participação no bloco não ‍seria tomada de forma célere.

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Em Salvador, Lula voltou a afirmar que os problemas da Venezuela ​precisam ser ‌resolvidos pelo povo venezuelano e não pelos Estados Unidos ou pelo presidente ‍norte-americano, Donald Trump.

O presidente aproveitou também para expressar solidariedade ao povo cubano, ‘que é vítima de um massacre e especulação dos Estados Unidos’. E fez um apelo para que o PT encontre uma maneira de ajudar.

(Por Alexandre Caverni)