Lula diz que Pix é do Brasil e não será modificado após relatório dos EUA

Mecanismo de pagamento brasileiro consta como uma das "principais barreiras de comércio" imposta aos interesses dos Estados Unidos em relatório produzido pelos EUA

Estadão Conteúdo

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
18/12/2025
REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 18/12/2025 REUTERS/Adriano Machado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu ao relatório anual do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que aponta o Pix como uma das principais barreiras impostas pelo Brasil aos interesses comerciais americanos. De acordo com Lula, o Brasil não vai mudar o mecanismo por conta do interesse americano.

“Os Estados Unidos fizeram um relatório, nesta semana, sobre o Pix e eles disseram que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix, acho que, cria problemas para a moeda deles. É importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir. O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira. O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix para que, cada vez mais, ele possa atender às necessidades de mulheres e homens deste País”, afirmou Lula.

A declaração do presidente foi feita durante uma agenda em Salvador (BA). Lula já se encaminhava para o fim do discurso quando o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, se aproximou do presidente e disse: “Fala o negócio do Pix”.

Além do Pix, o relatório do USTR disse que a “taxa das blusinhas” e as propostas de regulação de redes sociais são obstáculos para o comércio dos Estados Unidos.

Sobre o Pix, o documento diz que o Banco Central “criou, detém, opera e regula” o sistema de pagamentos instantâneos, levantando preocupações de que haja tratamento preferencial à plataforma pública em detrimento de provedores estrangeiros de serviços financeiros.

O documento do USTR faz parte da Seção 301, uma legislação que investiga supostas práticas comerciais desleais que prejudicam a economia americana. Essa apuração pode embasar futuras sanções vindas dos Estados Unidos, como a imposição de tarifas adicionais.

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As declarações ocorreram em evento de tom eleitoral em Salvador (BA), onde Lula visitou obras da implantação do VLT na capital baiana. Durante a agenda, o presidente declarou que a oposição vai ter que “sofrer muito” para vencê-lo na eleição presidencial de outubro.