Lula diz que “mercado não tem coração” e que governo precisa parar de utilizar a palavra “gasto”

Em café da manhã com jornalistas, Lula disse que em todas as crises foi o Estado que salvou a economia e destacou superávits em mandatos anteriores
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com ministros e presidentes dos demais Poderes, no Palácio do Planalto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com ministros e presidentes dos demais Poderes, no Palácio do Planalto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o marcado financeiro nesta quinta-feira (12), durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto.

No encontro, o mandatário disse que o mercado “não tem coração, sensibilidade e humanismo” e que construiu uma narrativa de que “qualquer dinheiro que não seja para pagar juros é gasto”.

“Às vezes fico muito irritado”, reconheceu Lula. “Peço desculpas, porque o mercado não tem coração, não tem humanismo. O governo precisa cuidar das pessoas mais necessitadas e pronto”, afirmou.

Lula tem sustentado que é preciso distinguir despesas públicas com investimentos em programas sociais, como o Bolsa Família, e em áreas como Saúde e Educação de outros gastos do governo.

“Qualquer dinheiro que vai para saúde, educação, aumento de salário é gasto. Qualquer coisa que não seja pagamento de juro é gasto. Eles não falam que o governo não pode pagar tanta taxa de juros. Temos que tratar como investimento, dinheiro para Bolsa Família é investimento”, frisou.

“Quanto custou ao país não fazer as coisas no momento certo na pandemia?”, questionou. “Eu nunca vi a Febraban [Federação Brasileira de Bancos] dar uma parte do dinheiro que gasta com juros para o padre Júlio Lancellotti alimentar as pessoas”.

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O petista também disse que em todas as crises foi o Estado que salvou a economia e voltou a afirmar que o país teve superávits primários em seus outros dois mandatos à frente do Poder Executivo federal.

“O Estado é responsável por quase tudo que acontece nesse País. Tem muita gente aprendeu a negar o Estado, acha que o Estado é ruim. Nos últimos dez anos as grandes crises que aconteceram no mundo quem salvou foi o Estado”, disse.

(com agências)

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