Lula defende votação de regime de partilha do pré-sal ainda em 2010

O presidente, porém, não disse se irá ou não vetar as emendas sobre a partilha do pré-sal entre todos os estados e municípios

SÃO PAULO – Apesar de ser um momento político desfavorável, o projeto que institui o regime de partilha para o petróleo do pré-sal deveria ser aprovado ainda este ano. Esta é a opinião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente defendeu a aprovação do projeto em uma entrevista à uma rádio em Vitória nesta quinta-feira (15), além de sugerir a criação de um conselho para decidir a aplicação dos recursos do pré-sal.

A fim de impulsionar o desenvolvimento do país, Lula sugeriu que os recursos das reservas do pré-sal sejam gerenciados por um Conselho que represente a sociedade civil e decida sobre as prioridades para o futuro do País, “senão a gente gasta o dinheiro, o petróleo acaba e a gente continua pobre”, disse em entrevista. 

Após as declarações, o presidente embarcou em direção à plataforma FPSO-Capixaba para acompanhar a extração do primeiro óleo da camada do pré-sal, no Campo de Baleia Franca, no Espírito Santo.

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Royalties
Apesar de não revelar se irá ou não vetar as emendas que repartem os royalties do pré-sal entre todos os estados e municípios brasileiros, e não somente entre os produtores, Lula afirmou que o projeto de partilha “é a coisa mais importante” a ser votada neste ano.

Para Lula, a discussão sobre a distribuição de royalties nasceu “enviesada” e “fora de hora”. “Nós tínhamos construído um acordo em que a gente reconhecia o direito dos estados produtores de ter um quinhão a mais e o direito também de todo o restante do Brasil de ter um pedaço do petróleo. Eu achava que essa história de royalties a gente não deveria discutir em ano eleitoral. Porque aí começam a querer ganhar voto do prefeito, a prometer dinheiro fácil…”, afirmou o presidente, segundo a Agência Brasil.

O presidente também comentou o vazamento de petróleo no Golfo do México – que foi contido nessa sessão pela BP – Lula disse ainda que as críticas aos projetos em águas profundas significam falta de conhecimento sobre a Petrobras (PETR3, PETR4).