Mais um gol contra

Lula critica carta de Joaquim Levy agradecendo senadores por jantar

Para o ex-presidente, o documento foi mais um "libelo" do "economês", em defesa do arrocho

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SÃO PAULO – Em conversa reservada com parlamentares do PT, em Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a nota escrita pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Nela, o ministro agradeceu jantar oferecido a ele na véspera com 52 senadores de vários partidos, na casa do líder do PMDB Eunício Oliveira (CE). 

Na carta, Levy pregou segurança fiscal com corte de gastos e disse ser preciso enfrentar “as dificuldades de pagar impostos” para voltar a crescer. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, para Lula, o documento foi mais um “libelo” do “economês”, em defesa do arrocho. A nota também causou mal estar no governo, informa o jornal, pois não conseguiu apontar clareza para o futuro.

Muito além da análise técnica dos determinantes externos e domésticos da atual situação econômica, gostaria de reiterar a visão de que temos hoje a oportunidade de construir um país com instituições mais fortes e uma economia onde a juventude tenha confiança no resultado do trabalho. Nessa estratégia, a segurança fiscal, que diminui os temores das pessoas e dá visibilidade ao futuro, é a base das outras ações para o desenvolvimento”, afirmou o ministro na nota.

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Levy prossegue: “a partir da fala de muitos, fica evidente que essa segurança só será alcançada pela combinação de ações do lado do gasto e, ouso dizer, a garantia no curto prazo das receitas necessárias para o equilíbrio das contas públicas. A política econômica que queremos conduzir entende que o Brasil tem que apresentar opções para a moderação da carga tributária, sem prejuízo do equilíbrio fiscal e respeitando os objetivos de proteção social e estímulo ao trabalho e ao investimento”. Segundo o ministro, “os instrumentos mais habituais de estímulo à economia já foram usados à exaustão”.

Vale ressaltar que o ex-presidente Lula voltou a carga contra Levy após uma breve trégua. O ex-presidente, de acordo com o mesmo jornal em notícia desta semana, ficou irritado com os vazamentos de dados do Coaf (subordinado à Fazenda) sobre movimentações financeiras dos ex-ministros Antonio Palocci, Erenice Guerra e Fernando Pimentel. Ele ficou furioso com o fato da Receita Federal ter recomendado ao Ministério Público a quebra dos sigilos bancário e fiscal de uma das firmas de seu filho Luís Cláudio.

“A portas fechadas, o ex-presidente continua dizendo que Levy está com prazo de validade ‘vencido’ porque não consegue entregar o que prometeu, não tem plano para o pós-ajuste e não controla órgãos ligados à Fazenda, como o Coaf e a Receita”, informou o jornal. 

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