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Análise

“Lula construiu Dilma; agora, ele volta ao governo para desconstruí-la”, afirma analista

Segundo o analista político da Barral M. Jorge, Gabriel Petrus, tarefa de Lula como ministro será grande: "acabou o mandato político de Dilma; Lula está lá [no governo agora] para manter o mandato constitucional"

SÃO PAULO – Depois de muitas idas e vindas, Lula confirmou nesta quarta-feira que será o ministro-chefe da Casa Civil do governo da presidente Dilma Rousseff. Mas qual será o impacto sobre o já enfraquecido governo Dilma e qual será o efeito sobre o PMDB?

Para o analista político da Barral M. Jorge, Gabriel Petrus, se Lula antes construiu Dilma como presidente ao alçá-la ao cargo mais alto da República, agora ele está de volta ao governo para desconstruí-la.

Enquanto isso, Dilma segue em stand-by, na geladeira, “aguardando que alguém a tire de lá”: ou Lula, através da salvação de seu mandato, ou o Congresso, através do impeachment. Por enquanto, a probabilidade de saída da presidente do cargo parece ser mais forte. Assim, a tarefa do petista não será nada fácil, afirma Petrus: “acabou o mandato político de Dilma; Lula está lá [no governo agora] para manter o mandato constitucional”.

O agora ministro buscará um papel reconciliador, que ele conseguiu fazer em seu primeiro mandato como presidente ao também dialogar com os empresários. Ele tentará buscar uma reconciliação do PT com o PMDB, buscando o cinturão de proteção no Senado para barrar o impeachment, afirma o analista. 

 Para isso, Lula tentará discutir o pós-Dilma, buscando uma solução compromissada com o PMDB de forma que haja uma redução de danos tanto para o governo quanto para o maior partido da base aliada. Para isso, ele também deve se aproveitar do cenário de divisão do PMDB. “O momento muito complexo, é uma batalha final, tudo ou nada”, afirma.

Porém, Petrus diz que não é possível afirmar que Dilma foi reduzida a uma “presidente decorativa”. “Ela não é a rainha da Inglaterra ainda. Ela está na geladeira, anestesiada, cuja a tinta da caneta acabou e que chamou Lula para recarregar a tinta. Mas ela ainda tem poder”, afirma. De qualquer forma, a tarefa de Lula é homérica. 

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