Justiça e economia

Lula condenado é vitória maior para o Brasil do que o pré-sal, diz colunista do WSJ

Mary Anastasia O'Grady destacou a importância de um Judiciário independente para o futuro do País

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SÃO PAULO – A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi no último dia 24 de janeiro, mas segue suscitando muitas análises da imprensa internacional. Em artigo publicado pelo jornal americano Wall Street Journal no último domingo, a colunista Mary Anastasia O’Grady, que escreve no espaço “The Américas”, uma coluna semanal sobre política, economia e negócios, afirmou que a condenação de Lula é uma vitória para o Brasil. 

O’Grady vai além e aponta que a condenação do petista é uma conquista maior em termos econômicos para o Brasil do que a descoberta do pré-sal ou uma grande colheita de soja. 

A colunista ressalta que as indicações mais fortes de que Lula não será candidato foram celebradas pelo mercado – mas há um motivo maior para ver a decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região como uma vitória. 

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“A condenação ‘é um sinal de que o Judiciário está se tornando mais independente e que o estado de direito está amadurecendo. Este é um desenrolar muito maior para a economia do que qualquer descoberta de petróleo em águas profundas ou colheita abundante em soja”, afirma a colunista.

A publicação faz críticas à interpretação defendida pelo PT e alguns analistas internacionais de que a condenação ocorreu sem que tivesse havido provas. Para ela, “os mesmos manipuladores ideológicos que comemoraram a destruição da Venezuela sob o comando de Hugo Chávez agora defendem Lula com falsas alegações de que sua condenação é puramente política. Um artigo de janeiro no ‘New York Times’ afirmou, por exemplo, que foi um único testemunho que condenou Lula. Isso é falso”, apontou, em referência a um artigo de janeiro do articulista Mark Weisbrot ao jornal nova-iorquino, que afirmou que “Lula condenado poderia levar a democracia ao abismo”.

A colunista do WSJ afirma que foram apresentadas evidências de forma a comprovar que o petista esteve envolvido em corrupção. ”A evidência mais condenatória foi a troca de mensagens entre executivos da OAS que conspiraram para pagar os subornos. Essas comunicações indicam que o valor do apartamento deveria ser deduzido do total de propinas devidos ao PT”, diz.

Olhando para todo o processo, O’Grady aponta que a prova de que o Judiciário é independente é um resultado positivo e essencial para o futuro da nação. E conclui: ”o estado de direito nacional ainda vai precisar de muito trabalho. Mas, se o STF aderir aos fatos neste caso, ele sinalizará um novo padrão de profissionalismo e independência judicial que não deve ser negligenciado.” 

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