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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou às 12h20 (horário de Brasília) à Casa Branca para sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro estava marcado para as 12h (Brasília).
A previsão era que os dois realizassem uma reunião a portas fechadas de cerca de 45 minutos e na sequência almoçariam juntos. No entanto, a reunião se estendeu por mais de uma hora e eles agoram almoçam em uma sala anexa ao Salão Oval.

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A longa duração da conversa é vista como bom sinal e há expectativas para que algum acordo seja anunciado.
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Cinco representantes de cada lado também participam do encontro e os nomes escolhidos demonstram um foco em assuntos econômicos. São eles:
O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan
- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira;
- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira;
- O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva;
- O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa;
- O vice-presidente dos EUA, JD Vance;
- O secretário do Tesouro, Scott Bessent;
- O secretário do Comério, Howard Lutnick;
- A chefe de gabinete de Trump, Susie Wiles;
- O representante comercial Jamieson Greer.
O governo Lula pediu para que a imprensa não fosse autorizada a acompanhar a reunião e para que os chefes de Estado só se encontrassem com os jornalistas após a conversa. Após o prolongamento do encontro, porém, os jornalistas que aguardavam foram informados de que não seriam atendidos.
Depois, o presidente Lula retornará para a Embaixada do Brasil em Washington onde deve falar com a imprensa.
A expectativa é que Lula e Trump conversem sobre segurança pública, o Pix, tarifas comerciais, minerais críticos e sobre tensões internacionais.
O encontro entre os dois mandatários estava previsto para acontecer em março, mas foi reagendado para agora devido à guerra do Irã. Na última sexta-feira (1), eles conversaram brevemente por telefone.
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Esta visita é considerada uma “visita de trabalho”, que é diferente de uma visita de Estado, com perfil mais objetivo. Por isso, a chegada de Lula se deu pelo gramado sul da Casa Branca, sem a pompa que se vê em visitas de Estado.
Os dois já se reuniram em outras ocasiões e tiveram conversas consideradas bem sucedidas, diferente do que aconteceu em encontros de Trump com outros chefes de Estado, como o sul-africano Cyril Ramaphosa e o ucraniano Volodymyr Zelenskyi.
Esta é a quinta vez que Lula vai aos Estados Unidos. Em seus outros mandatos, o brasileiro também já foi recebido por George W. Bush e por Barack Obama.
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