Coincidência?

Lula admite ser candidato, diz Joyce Pascowitch; Petrobras sobe mais de 3%

Ações da petrolífera, que caíam mais de 1,5% pela manhã, viraram para o positivo com forte volume financeiro a partir das 12h; Instituto Lula reitera que ex-presidente será apenas "cabo eleitoral de Dilma"

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SÃO PAULO – Desde meados de março, o mercado financeiro tem reagido de forma bastante sensível a qualquer rumor ou novidade sobre as eleições presidenciais que ocorrerão neste ano. Nesta segunda-feira (28), não foi diferente: após a jornalista Joyce Pascowitch cravar que Lula será o candidato à presidência pelo PT, a maioria das ações de empresas estatais passou a registrar alta, apresentando um volume bastante acima da média pouco antes da publicação.

Conforme postado por Joyce no site Glamurama, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deu como certo para amigos mais próximos neste fim de semana sua intenção de voltar ao posto máximo da República. No PT, a decisão é vista com bons olhos, já que o partido não concorda com várias posições da atual presidente Dilma Rousseff. 

Respondendo ao contato do InfoMoney, o Instituto Lula não confirmou a veracidade da notícia. “O ex-presidente reitera que não será candidato nas eleições de 2014, onde será um cabo eleitoral da presidenta Dilma, como disse na sexta-feira em entrevista à RTP”, disse o instituto em email enviado ao InfoMoney.

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A postagem foi feita às 12h56 (horário de Brasília). Por volta das 12h, as ações de Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil apresentaram um volume financeiro muito acima da média acompanhado de uma alta nas cotações – dois sinais claros de movimentação de compradores no mercado. Ao final do dia, o movimento ganhou forças e a Petrobras viu suas ações ON (PETR3, R$ 15,65, +3,51%) e PN (PETR4, R$ 16,56, +3,31%) subirem mais de 3% cenário bem diferente do começo do pregão, quando ambas chegaram a cair 1,7%.

A Eletrobras (ELET3, ELET6) marca alta de 0,52% para suas ações ON, cotadas a R$ 7,70, e de 0,82% para as PNB, valendo R$ 12,23 cada. Já os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) terminaram com alta de 0,56%, a R$ 23,45.

Eleições & Bolsa
A relação “Bovespa + Eleições” ficou clara a partir de 17 de março, quando rumores sobre uma possível queda na popularidade de Dilma fez com que as ações das estatais disparassem na Bolsa. A reação contagiou o Ibovespa – principal índice de ações da BM&FBovespa -, que saltou dos 45 mil para 52 mil pontos entre a metade de março e começo de abril.

Conforme explicaram os analistas de mercado, a relação entre a alta dos papéis das companhias geridas pelo governo e a queda nas intenções de voto da atual presidente deve-se ao fato de que muitas medidas adotadas pela atual gestão do País trouxeram severos danos a essas empresas. O caso mais emblemático é a Petrobras, que vem amargando prejuízo operacional por não poder repassar para o mercado interno o preço mais alto pago para importar combustível, devido ao impacto que isso traria na inflação. Dessa forma, qualquer sinalização de mudança na presidência foi recebida pelos investidores como uma boa notícia, estimulando a compra de ações.