Lula acusa TSE de decisões “tendenciosas” após suspensão do canal “Exército do Lula”

Petista criticou decisão de Kassio Nunes Marques, disse que pedirá explicações à Justiça Eleitoral e afirmou que não aceitará interferência indevida na campanha

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz gesto durante ato em defesa da democracia e em apoio à sua candidatura à reeleição, antes do segundo turno das eleições presidenciais, na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11). Foto: Amanda Perobelli/Reuters
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz gesto durante ato em defesa da democracia e em apoio à sua candidatura à reeleição, antes do segundo turno das eleições presidenciais, na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11). Foto: Amanda Perobelli/Reuters

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu neste domingo (11) à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp e afirmou que sua campanha pedirá explicações à Corte.

Durante agenda de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, o petista classificou a medida como um “absurdo” e disse enxergar um padrão de decisões desfavoráveis à sua candidatura.

Segundo Lula, seus advogados devem questionar os critérios adotados pela Justiça Eleitoral.

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O presidente afirmou que está “percebendo muitas decisões tendenciosas” contra sua campanha e criticou o bloqueio do canal, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que reúne mais de 3 milhões de inscritos e é usado para mobilizar apoiadores e disseminar conteúdos eleitorais.

O petista também disse estar desconfiado da atuação do TSE no processo eleitoral. “Estou desconfiado do comportamento da Corte eleitoral, que tem bloqueado muita gente nossa e permitido que as ações deles continuem sendo executadas”, afirmou. Lula acrescentou que não aceitará o que considera uma interferência indevida da Justiça Eleitoral na disputa presidencial.

Mais cedo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e determinou que a Meta suspenda o canal “Exército do Lula” em até três horas após ser notificada.

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Na decisão, o ministro argumentou que o problema não está na mobilização política ou no pedido de votos pelas redes sociais, mas no uso de uma estrutura capaz de alcançar milhões de pessoas para disseminar de forma coordenada conteúdos que o tribunal já considerou falsos.