Não-candidato

Luciano Huck diz que Marina e Alckmin são bons para 2018, mas espera novo nome: “tem que aparecer”

Para ele, neste momento, "é preciso encontrar uma candidatura viável de centro", principalmente porque os candidatos que estão liderando as pesquisas não são bons

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SÃO PAULO – O apresentador Luciano Huck já confirmou que não irá disputar a presidência em 2018, mas, durante uma aula aberta na Casa do Saber na noite de quinta-feira (7), o assunto predominante continuou sendo a política. O global evitou se colocar em algum espectro político ou mesmo apontar um nome para a disputa, mas comentou suas ideias para a mudança que quer ajudar a levar ao Brasil.

Fora da disputa, ele afirmou que, neste momento, “é preciso encontrar uma candidatura viável de centro”, principalmente porque os candidatos que estão liderando as pesquisas não são bons. À imprensa, Huck chegou a dizer que Marina Silva e Geraldo Alckmin são bons nomes, mas disse esperar que algum outro nome, de fora de política, também entre na disputa: “tem que aparecer”.

No evento, ele foi entrevistado pelo publicitário Celso Ludduca e o jornalista Mário vitor Santos, sócios da Casa do Saber, e afirmou que ter saído da disputa eleitoral foi uma mistura de “luto e alívio”. Isso porque essa questão toda se mostrou algo além de um projeto pessoal dele, mas sim um movimento. Por outro lado, foi um alívio diante da pressão, principalmente da imprensa, a quem ele diz que a tendência é desconstruir a identidade dos candidatos.

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“Eu não estou preparado pra isso. Quero discutir coisas positivas. As pessoas são muito ansiosas, teve uma coisa de ter que responder agora. É candidato ou não? Ok, se tenho que responder. Então, não”, afirmou o apresentador.

Questionado diversas vezes pelos entrevistadores e pela plateia sobre a chance de ainda concorrer, mesmo que para cargos legislativos, Huck repetiu que não tem vontade de entrar para a política, mas que quer mudar o País e que a ideia que tem é de atuar e ajudar a sua geração a se mobilizar.

Além disso, o apresentador também afirmou não estar em nenhum espectro político: “não sou nem de direita e nem de esquerda, eu sou do bom senso”, afirmou. “Me interesso pela curadoria de pessoas, em reunir as boas ideias. Eu quero saber como melhorar a vida das pessoas”, afirmou. Em geral Huck disse que gosta das ideias liberais, de uma economia mais de direita, enquanto tem grande ligação com as políticas sociais da esquerda.

Em relação às ideias que defende, o global se focou a apontar que o governo precisa focar na educação: “em três mandatos podemos mudar completamente a educação no país”. Enquanto isso, se mostrou grande defensor de uma reforma política mais ampla, com apoio ao fim do foro privilegiado, da cláusula de barreira e do voto distrital puro. Por fim, ele completou mostrando sua preocupação com as eleições de 2018: “o Brasil não tem mais gordura para queimar, se errarmos na escolha corremos um sério risco”.