Metralhadora socialista

Luciana Genro: Dilma, Aécio e Marina são “irmãos siameses” e fogem do debate eleitoral

A presidenciável do PSOL afirmou que a candidata do PSB é uma segunda via do PSDB e garantiu que não votará no próprio pai na eleição pelo governo do Rio Grande do Sul.

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SÃO PAULO – A candidata à presidência pelo PSOL, Luciana Genro, manteve sua autenticidade durante a sabatina realizada pela RedeTV! e pelo IG e não poupou críticas aos três principais presidenciáveis, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves, do PSDB. Ela afirmou que os três são “irmãos siameses” e que eles fogem do debate eleitoral.

“A Marina enrola, a Dilma enrola e o Aécio enrola. Eu não enrolo ninguém. Eu estou dizendo claramente que vou enfrentar interesses”, pontuou.

A presidenciável do PSOL fez duras críticas às propostas econômicas dos três principais candidatos ao Planalto. Para ela, Marina não representa uma terceira via e é, na verdade, uma segunda via do PSDB. 

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“Marina, Aécio e Dilma são irmãos siameses e representam a proposta de manutenção da atual economia”, disse Luciana, acrescentando que as propostas da ex-senadora e do tucano são extremamente semelhantes.

A candidata do PSOL avaliou que Marina chega a ser mais radical, porque defende a independência formal do Banco Central.

“Marina é contra o casamento civil igualitário, mas propõe o casamento formal do Banco Central com os banqueiros. Eu sou a favor do casamento civil igualitário, mas no caso dos banqueiros e do BC, não aceito nem a união estável, nem o casamento. Banco Central deve ser controlado pela presidência”, revelou Luciana. Ela disse ainda que Dilma é praticante dessa mesma “união estável” entre o banco central e os banqueiros.

A socialista defendeu também que Marina não pode ser vinculada à nova política. “Como se pode falar em nova política se ela cede para o agronegócio, dizendo que nunca foi contra os transgênicos; cede pros banqueiros dizendo que vai dar independência pro Banco Central. E ainda cede para os setores mais reacionários do Congresso Nacional jogando na lata do lixo seu programa de combate à homofobia e de direitos LGBTs em menos de 24 horas”.