Segundo Estadão

Lista de Fachin ainda tem parte sigilosa que envolve Lula, Palocci e Cunha

A lista tem como base as delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht que tratam de fatos ainda não divulgados, informa Estadão

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, a “lista” do relator da Lava Jato Edson Fachin ainda tem uma parte sob sigilo e que inclui citações  ao ex-presidente Lula, o ex-ministro Antônio Palocci e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Além deles, estão na lista o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), entre outros.

A lista tem como base as delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht que tratam de fatos ainda não divulgados. Isso porque a procuradoria entende que a sua divulgação pode prejudicar as investigações.

Há relatos de pagamentos de vantagens indevidas em nove campanhas eleitorais, num total de R$ 17,43 milhões – parte do valor foi pago em dólar.  As revelações também mostram como o departamento de propina da Odebrecht se estendeu a vários países. A empreiteira teria pago mais de R$ 200 milhões, ilegalmente, em obras e campanhas políticas no exterior.

Aprenda a investir na bolsa

A atuação de Lula é citada em relação às operações da empreiteira em Cuba, no Porto de Mariel, e em Angola, em um contrato assinado entre o grupo baiano e a empresa Exergia, de propriedade de Taiguara Rodrigues, sobrinho da primeira mulher do ex-presidente. 

Em relação a Palocci, o pedido é para investigar as afirmações de delatores de que o ex-ministro fez pedido para pagamentos a campanhas eleitorais à presidência do Peru e à presidência de El Salvador. Neste último, o valor pago ao marqueteiro João Santana, segundo os relatos, foi de R$ 5,3 milhões para que ele trabalhasse na campanha de Maurício Funes, eleito em 2009. Os delatores também apontaram o pagamento de US$ 3 milhões para a candidatura de Ollanta Humala à presidência do Peru. 

Ainda há informações relativas à usina de Belo Monte apresentadas por seis delatores, que serão incluídas nos dois inquéritos previamente existentes no Supremo e envolve integrantes da cúpula do PMDB.

 Além das campanhas no exterior, estão sob sigilo informações que a Odebrecht entregou sobre pagamento de valores via caixa 2 em três campanhas no Brasil, envolvendo Henrique Eduardo Alves,  o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) e Luiz Fernando Teixeira Ferreira, deputado estadual em São Paulo pelo PT.