No Senado

Lindbergh cita livro de FHC e diz que problemas na Petrobras são antigos

Fernando Henrique conta no livro que em 1996 foi avisado de que a Petrobras era um escândalo e que decidiu não fazer nenhuma intervenção na empresa porque estava em discussão no Congresso Nacional a lei de regulamentação do petróleo

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Com base em trechos do livro do ex-presidente Fernando Henrique divulgados pelo jornal O Globo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que os problemas na Petrobras não são novos e que a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal têm autonomia e são mais atuantes nos governos do PT do que foram na gestão do PSDB.

Segundo o jornal, Fernando Henrique conta no livro que em 1996 foi avisado de que a Petrobras era um escândalo e que decidiu não fazer nenhuma intervenção na empresa porque estava em discussão no Congresso Nacional a lei de regulamentação do petróleo. Lindbergh Farias disse que o ex-presidente deveria ter feito algo e considerou injusto afirmar que os problemas na empresa surgiram agora.

No livro, que ainda não foi lançado, segundo o jornal, Fernando Henrique critica a atuação da Polícia Federal no caso do então senador Antonio Carlos Magalhães e a “pasta rosa” e diz que o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pôs fim ao caso. Para o senador, isso confirma que Brindeiro não dava andamento aos casos e não tinha autonomia, ao contrário do que ocorre atualmente.

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Quanto à Polícia Federal, Lindbergh Farias disse que nos oito anos de Fernando Henrique a instituição fez apenas 48 operações, uma média de seis por ano. Já nos governos do PT, entre 2003 e 2014, houve 2.400 operações, uma média de 220 por ano. E em 2015 o número deve subir para cerca de 400, informou o senador.

– Agora, imagine, naquele período, seis investigações por ano. A Polícia Federal não agia, não tinha estrutura, não tinha autonomia, não investigava. Justiça se faça à presidente Dilma: não há interferência alguma nesses órgãos. O Ministério Público e a Polícia Federal têm autonomia para agir. Isso não existia. E desse ponto eles fogem do debate com a gente – afirmou o senador.

Cortes no Bolsa-Família

Lindbergh Faria também criticou a intenção do relator do orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros, de propor um corte de R$ 10 bilhões nos R$ 28 bilhões previstos na proposta orçamentária para o Programa Bolsa-Família.

Segundo o senador, a bancada do PT e o governo não vão aceitar esse corte, principalmente nesse momento de agravamento de crise econômica e de aumento do desemprego.

– Não é razoável fechar este ano pagando quase R$ 500 bilhões de juros, comprometendo 8,5% do PIB em pagamento de juros e 48% do orçamento no pagamento de juros, cortar R$ 10 bilhões do Bolsa-Família. Não vamos admitir tirar um centavo desse programa – disse o senador.

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