Líderes partidários discutem saídas para o fim da corrupção no Brasil

O tema foi abordado por vinte deputados em reunião; chegou-se ao consenso de que a situação atingiu o limite no país

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SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (23), o presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT) mais dezenove líderes partidários tomaram a iniciativa de tentar criar uma solução para a corrupção no cenário político e corporativo brasileiro. Na reunião, que durou três horas e meia, ficou decidido que até a próxima semana os líderes deverão apresentar propostas viáveis para o assunto.

Todos os participantes do encontro negaram ter discutido uma possível CPI para o mais recente esquema de corrupção deflagrado pela Operação Navalha. Os representantes dos partidos consideraram esta a melhor reunião realizada até agora, pois todos revelaram fatos que sabiam, porém eram ocultados.

O líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB), afirmou que todos os deputados estão conscientes de que muitas vezes deverão enfrentar companheiros de partido para combater a corrupção. As declarações dadas após a reunião iam todas para o mesmo foco: que a corrupção no Brasil chegou a níveis inaceitáveis, como afirma o líder do PTB: “Chegou no fim do poço. A sociedade não agüenta mais”.

Corrupção colabora com a violência

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É o que afirmou a Anistia Internacional (AI) nesta quarta-feira (23) em seu relatório anual publicado em Londres. A ONG criticou o governo brasileiro por ser falho no combate à violência, sendo que a corrupção envolvendo autoridades colabora para este quadro.

“Funcionários encarregados de fazer cumprir a lei estiveram envolvidos no tráfico de drogas e venda de armas, telefones celulares e drogas para criminosos presos.”, diz o relatório.