Eleições americanas

Líder dos republicanos no Senado dos EUA e presidente do México reconhecem vitória de Biden

Grande parte dos republicanos ainda não reconheceu a derrota nas urnas por conta das tentativas de judicialização do processo eleitoral feita por Trump

(Robert Alexander/Getty Images)

Um dia após a votação do colégio eleitoral, o líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, reconheceu a vitória do democrata Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos.

“O colégio eleitoral falou. Hoje eu quero parabenizar o presidente eleito Joe Biden”, disse em discurso nesta terça-feira (15). Essa é a primeira vez que um alto representante dos republicanos fala publicamente sobre a derrota de Donald Trump nas eleições de 3 de novembro.

Em sua fala, McConnell destacou que ainda “vai levar um pouco de tempo” para verificar “todas as grandes vitórias da administração Trump ajudou a dar para o povo norte-americano”.

“O outsider que jurou que iria chacoalhar Washington e liderar o país para novas conquistas, tanto em casa como no exterior, fez exatamente isso. Presidente Trump e vice-presidente [Mike] Pence merecem nossos agradecimentos e nossa gratidão por seu incansável trabalho e seus papéis essenciais nessas vitórias e muitas mais”, acrescentou.

Grande parte dos republicanos ainda não reconheceu a derrota nas urnas por conta das tentativas de judicialização do processo eleitoral feita por Trump. No entanto, após mais de 50 derrotas em diversas esferas – incluindo na Suprema Corte -, todos os estados norte-americanos certificaram os resultados das urnas, que deram vitória aos democratas.

Até hoje, inclusive, o presidente não reconheceu a vitória de Biden.

Obrador também reconhece vitória

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, enviou uma carta no fim da noite desta segunda-feira (14) parabenizando a eleição do democrata à Casa Branca, informou o governo do país nesta terça.

“Escrevo esse texto para parabenizá-lo pelo triunfo que o povo lhe outorgou e que referendaram as autoridades eleitorais dos Estados Unidos da América. Como você lembra, nós nos conhecemos há nove anos e desde então lhe expressei, de maneira pessoal e por carta, o ideal de transformar o México e o propósito de desenterrar a corrupção política, causa principal da dolorosa desigualdade e da violência que padecemos”, diz o início da carta enviada a Washington e publicada pelo secretário de Relações Exteriores do México, Marcelo Erard.

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Segundo López Obrador, as duas nações “estão vinculadas pela proximidade e os nossos povos irmanam a história, a economia e a cultura” e que por tudo isso é preciso que os dois líderes se “esforcem em manter as boas relações bilaterais”.

“Temos a certeza que com você na Presidência dos Estados Unidos será possível seguir aplicando os princípios básicos da política exterior estabelecidos na nossa Constituição, em especial, o de não intervenção e autodeterminação dos povos. Expresso também meu reconhecimento sobre a sua postura em favor dos migrantes do México e do mundo, o qual permitirá continuar com o plano de promover o desenvolvimento e o bem estar das comunidades do sudoeste do México e dos países da América Central”, diz ainda o longo texto.

O mexicano diz ainda acreditar que, por conta da postura de Biden, será possível ver que “ninguém se sentirá obrigado a abandonar seu lugar de origem” e que ambos devem conseguir “construir a solução definitiva sobre os fluxos migratórios” entre os dois territórios, tema que foi muito abordado por conta da polêmica construção de um muro na fronteira com Donald Trump.

Ao fim, López Obrador reforça seus desejos para um bom governo e diz que espera se reunir com Biden em um momento próximo.

Obrador fazia parte de um grupo pequeno de líderes mundiais que ainda não tinham feito o gesto diplomático – mesmo mais de um mês após a eleição de Biden – por dizer que queria esperar a “oficialização” dos resultados, o que ocorreu com a eleição do colégio eleitoral.

Nesta quarta, além do mexicano, o líder russo Vladimir Putin também se manifestou. Agora, o brasileiro Jair Bolsonaro e o ditador norte-coreano Kim Jong-un são os únicos a não terem feito o tradicional gesto.

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