Sem crise

Líder do PT no Senado minimiza apoio de PSB a Aécio e diz que partido está “rachado”

Para Humberto Costa , aliança entre tucanos e pessebistas já era esperada e não surpreendeu por causa da postura de Marina e do partido ao longo do primeiro turno.

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SÃO PAULO – O líder do PT no Senado, Humberto Costa, minimizou a importância do apoio do PSB à candidatura do presidenciável do PSDB, Aécio Neves, e disse que a decisão da legenda pessebista não surpreendeu, já que o partido e sua candidata  à presidência, Marina Silva, sempre adotaram uma postura de oposição em relação à Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT.

 “O posicionamento do PSB não surpreendeu, por causa da postura no primeiro turno”, pontuou o petista. “Mas, do ponto de vista político e ideológico, é surpreendente, porque o PSB é uma partido aliado do PT desde 1989”, completou.

Ainda assim, Humberto disse que mesmo com esse posicionamento da Executiva Nacional do PSB, alguns diretórios estaduais do partido já indicaram que apoiarão a candidatura de Dilma.

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“O PSB da Paraíba, do Amapá e da Bahia são apenas alguns dos diretórios estaduais que vão declinar da orientação do diretório nacional de apoiar o Aécio e optarão pela presidenta”, destacou o petista, insinuando que o PSB está rachado e dividido entre Roberto Amaral, presidente nacional da sigla, e Beto Albuquerque, candidato à vice-presidência na chapa de Marina.

Sobre o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, encomendado pela revista Época, que indicou que o tucano teria 54% dos votos válidos, frente a 46% de Dilma, o líder petista no Senado disse que prefere aguardar as próximas pesquisas. Amanhã, Ibope e Datafolha divulgam suas primeiras pesquisas feitas após o primeiro turno.  “A campanha ainda nem começou. Esse movimento do Aécio ainda é rescaldo do primeiro turno”, disse Costa, sem demonstrar preocupação.