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Líder do PCdoB diz que oposição fez acordo com Eduardo Cunha pelo impeachment

"O impeachment está previsto na Constituição, mas a gente diz que é golpe pois não há crime caracterizado", disse Vanessa Grazziotin

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SÃO PAULO – Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado, e Vanessa Grazziotin, líder do PCdoB no Senado, foram os convidados do programa “Mariana Godoy Entrevista”, da RedeTV, que foi ao ar nesta sexta-feira (15). Cada um apresentou um lado da disputa na discussão sobre impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Para Cássio Cunha Lima, o impeachment deve passar na Câmara: “acredito que acabamos de ver o último suspiro. Um governo desse que transformou em um verdadeiro balcão de negócios, o povo não aguenta isso”. Lima disse também que o impeachment está previsto na Constituição, tem respaldo do Supremo “e apoio massivo do povo brasileiro”. “A Câmara não vai faltar com o povo”.

Do outro lado, Grazziotin definiu o processo como “golpe”: “estamos tratando de um processo caracterizado como golpe. O STF não entra no mérito. A decisão que ele tomou ontem foi em relação ao encaminhamento da matéria”. “O impeachment está previsto na Constituição, mas a gente diz que é golpe pois não há crime caracterizado”, completou.

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Vanessa admitiu que o país vive uma crise, “mas isso [impeachment] não tem nada a ver com crise econômica. A crise econômica que estamos vivendo o mundo inteiro vive”.

Lima também afirmou que após a queda de Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha será cassado. “Depois da cassação da presidente Dilma, tenho certeza de que a Câmara ou o Supremo irá caçar Eduardo Cunha (…) O que a Câmara poderia ter feito, e errou, foi em não concluir as sessões da Comissão de Ética”, disse na entrevista.

A líder do PCdoB ainda acusou a oposição de ter feito um acordo com Cunha pelo impeachment. “De que maneira governaria Michel Temer tendo como vice Eduardo Cunha? Quero que fique claro que esse impeachment só está saindo pois a oposição fez um acordo com Eduardo Cunha”, afirmou.