Em evento do LIDE

Levy refuta comentário de que é difícil ser ministro de Dilma: “não é verdade”

Comentário foi feito pelo presidente do LIDE, João Dória Jr. e foi negado pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy

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SÃO PAULO – Um dos destaques da palestra realizada pelo Lide (Lideranças Empresariais) foi a defesa do ministro da Fazenda Joaquim Levy em relação ao ajuste fiscal. Porém, também chamou a atenção a sua defesa de que tem um discurso alinhado com a presidente Dilma Rousseff, ainda mais depois da polêmica envolvendo uma de suas declarações, reveladas no último fim de semana pela Folha de S. Paulo.

Além de destacar que não há nenhuma desafinação entre Dilma e ele, Levy refutou a afirmação de que “não seria fácil ser ministro de Dilma”. 

Ao ser perguntado se agora, com o ajuste fiscal, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico) deixará de fazer “empréstimos políticos” a países como Cuba e Venezuela, Joaquim Levy deu uma resposta em que comparou o fato do banco americano Eximbank ter dado crédito à empresa brasileira Petrobras (PETR3;PETR4). Ele deu a entender que esta medida também causaria desconfiança, já que se trata do empréstimo de um banco de um país desenvolvido a uma empresa de um país emergente. 

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A resposta levantou algumas discussões entre os presentes, até que o presidente do LIDE, João Dória Jr., manifestou-se ao dizer que “é difícil ser ministro do governo como o da Dona Dilma”, ao destacar o excessivo cuidado da resposta do ministro. Joaquim Levy logo rebateu: “não é verdade. Discrepo, discrepo, tá certo. Discrepo”. E, na coletiva de imprensa, ele disse que não há nenhuma divergência com a presidente. 

Levy explicou por diversas vezes a declaração que fez em palestra a alunos da Universidade de Chicago, publicada pela Folha de S. Paulo no último sábado. 

“Acho que há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes, não da maneira mais fácil, mas… Não da maneira mais efetiva, mas há um desejo genuíno”, disse o ministro, segundo tradução da declaração feita em inglês.

Para o ministro, contudo, a fala foi tirada do contexto, dando foco apenas no segundo período da sua frase para “criar um banzé”, ao dar destaque a “uma parte irrelevante da sentença”.