Nota do Ministério

Levy contesta FT e diz que não falou sobre mudar programas sociais em entrevista

Segundo a nota enviada pelo ministério, "não está correta a afirmação de que o ministro tenha dito a frase “Brasil está em um período de austeridade e de reformas do lado da oferta, incluindo a revisão de programas sociais”

SÃO PAULO – O Ministério da Fazenda divulgou nota para esclarecer informações da entrevista que o ministro Joaquim Levy concedeu ao jornal Financial Times em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial. 

Segundo a nota enviada pelo ministério, “não está correta a afirmação de que o ministro tenha dito a frase “Brasil está em um período de austeridade e de reformas do lado da oferta, incluindo a revisão de programas sociais”.

A frase é de autoria do jornalista e traz uma afirmação incorreta de que o “governo brasileiro estaria promovendo uma reforma controversa de programas sociais”.

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O ministro teria dito, segundo a nota, que “temos de cortar em várias áreas, queremos preservar os programas sociais. Estamos agindo em alguns pontos específicos que acreditamos que estão na verdade enfraquecendo alguns programas”.

“Em momento algum o ministro usou a palavra ‘overhaul’ (reforma). O que ele disse é que ajustes específicos estão sendo feitos. A reportagem também não traz a frase ‘queremos preservar os programas sociais'”.

O ministro esclarece ainda que a sua observação sobre a legislação do seguro-desemprego teve como objetivo ampliar o debate pela modernização das regras desse benefício diante das transformações do mercado trabalho nos últimos 12 anos. De acordo com o FT, o ministro da Fazenda teria dito que o seguro-desemprego é “benefício ultrapassado”.

Confira a nota na íntegra: 

NOTA À IMPRENSA


Sobre a reportagem publicada hoje no jornal Financial Times sob o título “Brazil´s Finance Minister Signals Austerity”, o Ministério da Fazenda vem prestar os seguintes esclarecimentos:

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1) Não está correta a afirmação de que o ministro tenha dito a frase “Brazil is in for a period of austerity and supply-side reform, INCLUDING THE POTENTIAL CONTROVERSIAL OVERHAUL OF SOCIAL WELFARE PROGRAMMES”;

2) A frase é de autoria do jornalista e traz uma afirmação incorreta de que o governo brasileiro estaria promovendo uma reforma controversa de programas sociais;

3) Na entrevista concedida o ministro disse textualmente:

“FT: Are there other areas that you have in mind where cuts may have to come?

JL: Well, we have to cut in several areas, we want to preserve social programmes. We are acting in very specific things that we believe are actually weakening some programmes. I was discussing with a collegue: they made a quite important structural change, for instance, in the case of pensions. We are adjusting some regulations in pensions. For example, the widows, in Brazil, they get…

FT: Oh, I know, the widows get the pension for some time…

JL: So, we are doing that. The labour market, we saw, it was a conundrum. We had the lowest unemployment rate in History and we kept seeing the unemployment benefits growing. But it was not because of fraud. It was because the design was completely out of date. So we had to ajdust that so that we ensure, when the need comes, people will have. 

4) Como se pode ver, em momento algum o ministro usou a palavra “overhaul” (reforma). O que ele disse é que ajustes específicos estão sendo feitos. A reportagem também não traz a frase “queremos preservar os programas sociais”;

5) O ministro esclarece ainda que a sua observação sobre a legislação do seguro-desemprego teve como objetivo ampliar o debate pela modernização das regras desse benefício diante das transformações do mercado trabalho nos últimos 12 anos.

6) A íntegra da entrevista está disponível no site www.fazenda.gov.br.