Ameaças

Levy ameaçou se demitir em conversa com Renan Calheiros sobre medidas econômicas

De acordo com o Estadão, a vitória do governo precisou que os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e de Relações Institucionais, Pepe Vargas, dessem telefonemas "desesperados" a senadores

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SÃO PAULO – Na última quarta-feira (11) o clima esquentou no Congresso durante uma reunião entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo o jornal O Estado de S. PauloLevy insistia na manutenção do veto à prorrogação até 2042 dos subsídios sobre a energia elétrica para grandes empresas do Nordeste, e ameaçou até pedir demissão caso fosse derrotado. Levy venceu Renan por 39 votos a 37.

De acordo com a publicação, a vitória foi suada, e precisou que os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e de Relações Institucionais, Pepe Vargas, dessem telefonemas “desesperados” a senadores, dizendo que se o veto fosse derrubado, Levy pediria demissão, pois o ajuste fiscal sofreria um novo abalo. Os ministros lembraram que a Câmara havia derrubado o veto pouco antes e que se no Senado o resultado fosse igual, o ajuste ficaria comprometido e Levy iria embora do governo.

O Estadão diz ainda que o empenho de Renan Calheiros pela derrubada do veto chegou a levá-lo ao gabinete do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), juntamente com Collor. Neste encontro, Renan sugeriu que Cunha encerrasse a sessão da Câmara, que estava suspensa, pois pretendia tocar os trabalhos do Congresso pelo tempo necessário para a votação do veto. Cunha seguiu a orientação.

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Derrotado, Renan prometeu que a partir de agora, quando houver vetos, a palavra final será do Congresso. “Se houver vetos, a palavra final é do Congresso. Essa foi uma conquista que nós vamos preservar. Foi isso que fizemos”, disse ele.