‘Levarei a minha pré-candidatura até o final’, afirma Romeu Zema

Atual governador de Minas Gerais teoriza que a multiplicidade de candidaturas de direita ampliaria o volume de votos no primeiro turno

Estadão Conteúdo

Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta sexta-feira (23), em entrevista à CNN Brasil, que irá manter a sua candidatura à Presidência da República “até o final”, mesmo após a definição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o candidato da direita indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Fico extremamente honrado, lisonjeado pelo meu nome estar sendo lembrado, seja pré-candidato à Presidência ou pré-candidato a vice. Ambos são cargos muito relevantes”, disse Zema. “Mas o que eu posso dizer é que eu levarei a minha pré-candidatura até o final, isso vai contribuir e muito para nós elevarmos o debate.”

Segundo o governador mineiro, hoje a esquerda brasileira estaria concentrada em um único nome, que, em sua avaliação, já se aproxima da aposentadoria (o presidente Luiz Inácio Lula da Silva), enquanto a direita reuniria “diversos quadros mais jovens”, alguns inclusive na casa dos 40 anos. Para ele, esse cenário deve fortalecer o campo conservador.

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Sua leitura é de que a multiplicidade de candidaturas de direita ampliaria o volume de votos no primeiro turno, que tenderiam a se transferir para o nome da oposição que avançar ao segundo turno.

Nesse sentido, ele reforçou que quem quer que seja o candidato que eventualmente dispute um segundo turno contra Lula, terá seu apoio.

“Eu estarei dando total apoio, como fiz em 2022. Eu ganhei para governador no primeiro turno e depois fiquei três semanas trabalhando para o candidato da direita que naquela ocasião era o Jair Bolsonaro”, disse o governador mineiro.

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