Política

Léo Pinheiro confessa crimes e liga nomes do governo Dilma com Lava Jato

Ex-ministro de Relações Institucionais de Dilma, Ricardo Berzoini, seria um dos principais nomes que tentaram blindar o governo

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SÃO PAULO – O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, decidiu confessar pela primeira vez nesta terça-feira (13) ter cometido crimes em relação ao esquema na Petrobras apurado pela Operação Lava jato. O executivo perdeu sua negociação de delação premiada no último mês após o vazamento do conteúdo de suas declarações.

Ele admitiu ao juiz federal Sérgio Moro que o ex-ministro de Relações Institucionais do governo Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini, participou de reunião na casa do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) em que foi tratado sobre um esquema para proteger o governo e as empreiteiras nas investigações da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da Petrobras em 2014.

“Eu queria agradecer ao senhor e ao Ministério Público a oportunidade para eu esclarecer, para falar a verdade, mesmo que esses fatos me incriminem. Eu cometi crimes e para o bem da Justiça do nosso País, para o bem da sociedade, estou aqui para falar a verdade, para falar tudo que eu sei”, disse Pinheiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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“Fui convocado para um encontro na casa da senador Gim Argello e lá chegando estavam presentes o senador Vital do Rego e para minha surpresa estava presente o ministro das Relações Institucionais do governo Dilma, o ministro Ricardo Berzoini. Eu fiquei surpreso, eu não conhecia pessoalmente”, continuou o executivo.

Em um destes encontros, Pinheiro afirma que Berzoini tratou de buscar proteção para o governo. “O ministro relatou que era uma preocupação muito grande do governo da presidente Dilma o desenrolar dessa CPMI e gostaria que as empresas pudessem colaborar, o quanto possível, para que essas investigações não tivessem uma coisa que prejudicasse o governo”, disse Pinheiro à Moro.