Investigação

Lava Jato investiga pagamento de propina a Lula enquanto era presidente

A investigação tem a finalidade de analisar se ele foi beneficiado por construtoras envolvidas, recebendo vantagens que foram "materializadas, dentre outros, em imóveis em Atibaia e Guarujá"

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SÃO PAULO – A força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná informou nesta segunda-feira (29) que está apurando se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu vantagens de empreiteiras quando ainda exercia o cargo de presidente, segundo uma manifestação enviada hoje pelo procurador da República, Deltan Dallagnol, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a força-tarefa, a investigação tem a finalidade de analisar se ele foi beneficiado por construtoras envolvidas na Lava Jato, recebendo vantagens que foram “materializadas, dentre outros, em imóveis em Atibaia e Guarujá (SP)”. Para os procuradores, uma avaliação prévia das provas indica a suspeita de que um apartamento e um sítio ligados ao ex-presidente podem ter relação com lavagem de dinheiro.

Também são alvos da força-tarefa nesse caso José Carlos Bumlai, executivos da Odebrecht e da OAS. As informações foram enviadas à ministra Rosa Weber do STF, relatora de um pedido do ex-presidente para trancar as investigações da força-tarefa e do Ministério Público Estadual de São Paulo sobre suposto favorecimento de empreiteiras ao petista.

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Em resposta à Folha de S. Paulo, o Instituto Lula afirmou que o ex-presidente sempre agiu dentro da lei e não recebeu vantagens indevidas nem durante e nem depois de seu mandato. A assessoria reitera ainda que o ex-presidente não é dono do sítio em Atibaia e nem do apartamento em Guarujá.

Segundo os assessores, a defesa vai questionar a manifestação da Procuradoria, porque a argumentação da força-tarefa não refuta o fato de que duas instâncias estão investigando o mesmo objeto.