Investigação

Lava Jato denuncia ex-senador Gim Argello, Delúbio, Odebrecht e mais 17 pessoas

Entre as pessoas, estão os empresários Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e o publicitário Marcos Valério, condenado no Mensalão

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SÃO PAULO – Em duas denúncias criminais divulgadas nesta sexta-feira, o Ministério Público Federal acusou 20 investigados de duas fases da Operação Lava Jato. Nesta tarde, a força-tarefa da Lava Jato fez uma coletiva de imprensa no Hotel Lizon, no centro de Curitiba, para explicar as acusações (confira a íntegra do evento clicando aqui). 

Em uma das denúncias, estão entre os acusados o ex-senador Gim Argello e os empresários Léo Pinheiro, da OAS; Ricardo Pessoa, da UTC; e Marcelo Odebrecht, da Odebrecht. Na outra, aparecem os nomes do empresário Ronan Maria Pinto, dona de empresas de ônibus no ABC paulista, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o publicitário Marcos Valério. 

Em nota, a força-tarefa diz que “ficou comprovado que o ex-senador e pessoas próximas, em conluio com dirigentes de empreiteiras envolvidas no megaesquema criminoso instalado na Petrobras acertaram e promoveram o pagamento de vantagens indevidas entre os meses de abril e dezembro de 2014 com o objetivo de obstruir os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Senado e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Senado e na Câmara dos Deputados”. 

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Argello e Ronan haviam sido indiciados pela Polícia Federal na última terça-feira e transferidos da carceragem da PF para o Complexo Médico Penal na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo a Procuradoria da República, o ex-senador solicitou e recebeu pagamentos indevidos para interferir nos trabalhos de CPIs no ano de 2014. 

DENÚNCIA 1

Argello e outras 10 pessoas foram denunciadas por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução às investigações. Entre elas os empresários Léo Pinheiro, da OAS; Ricardo Pessoa, da UTC; e Marcelo Odebrecht, da Odebrecht, o filho de Argello, Jorge Afonso Argello Junior; dois assessores do ex-senador, Paulo Roxo e Valério Neves Campos; Walmir Pinheiro, diretor financeiro da UTC; José Zardi Ferreira, Dilson Paiva Filho e Cláudio Melo. 

DENÚNCIA 2

Ronan e mais oito pessoas foram denunciadas por lavagem de dinheiro, incluindo o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o publicitário Marcos Valério, o empresário Natalino Bertin, que teria repassado dinheiro para Ronan, e outros intermediários, como Sandro Tordin, presidente do Banco Schahin, Enivaldo Quadrado, Luiz Carlos Casante, Breno Altman e Oswaldo Rodrigues Vieira Filho.