Segundo colunista

Lava Jato cobra R$ 80 milhões de Eduardo Cunha e pede suspensão por 10 anos, diz Estadão

Em nota divulgada em sua página no Facebook, Cunha critica o que chama de "absurda ação", que "não poderia jamais ser proposta contra quem não praticava atos na Petrobras"

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SÃO PAULO – O Ministério Público Federal está cobrando R$ 80,67 milhões do presidente da Câmara suspenso, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e R$ 17,8 milhões de sua esposa, Cláudia Cruz, em ação de improbidade administrativa ajuizada na última segunda-feira. Conforme contam o blog do jornalista Fausto Macedo, do Estadão, o valor corresponde ao acréscimo patrimonial ilícito do casal e o ressarcimento do ano causado na compra do campo de petróleo em Benin, na África, em 2011. Além da devolução dos recursos, a Procuradoria também pede que o deputado tenha seus direitos políticos suspensos por dez anos.

Segundo documento obtido pela equipe do Estadão, os promotores pedem ainda a indisponibilidade de bens e valores dos acusados — além de Cunha e Cláudia, também aparecem na lista o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Zelada, o lobista João Augusto Rezende Henriques e o empresário português Idalécio de Oliveira. Todos estariam envolvidos no negócio da África. De cada um a ação cobra US$ 40 milhões por enriquecimento ilícito e dano ao erário, além de multa. No caso do peemedebista, os valores exigidos superam a média.

Em nota divulgada em sua página no Facebook, Cunha critica o que chama de “absurda ação”, que “não poderia jamais ser proposta contra quem não praticava atos na Petrobras”. O parlamentar relaciona ainda o cerco a ele com os desdobramentos do processo que corre contra ele na Câmara e pode culminar em sua cassação. “Na ânsia de gerar fatos, sempre às vésperas do Conselho de Ética, agora propõem ação civil pública por ato de impropriedade administrativa”, dizia o texto.

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