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Um laudo elaborado por médicos da Polícia Federal concluiu que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro exige acompanhamento e cuidados regulares, mas não impede sua permanência no sistema prisional.
O documento será usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para decidir sobre o pedido da defesa que solicita a conversão da pena em prisão domiciliar por razões humanitárias.
A perícia médica foi realizada no dia 20 de janeiro, por determinação do próprio Moraes, após a defesa argumentar que as comorbidades do ex-presidente inviabilizariam sua permanência no cárcere. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenação relacionada à trama golpista de 2022.
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Segundo o relatório, o ex-presidente precisa de controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, dieta fracionada, acompanhamento periódico com exames laboratoriais e de imagem, além do uso contínuo de aparelho CPAP para tratamento de apneia do sono e ronco. Os médicos ressaltam, no entanto, que essas medidas são compatíveis com a estrutura disponível no presídio onde ele está detido.
O laudo também afirma que, apesar das comorbidades relatadas, não há indicação clínica, neste momento, para transferência hospitalar. Conforme os peritos, o quadro de saúde demanda vigilância médica, mas pode ser manejado no ambiente prisional sem risco imediato.
A conclusão técnica enfraquece, ao menos por ora, o principal argumento apresentado pela defesa para a concessão do regime domiciliar. A decisão final caberá a Alexandre de Moraes, que avaliará o parecer médico antes de se manifestar sobre o pedido.
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