Justiça italiana nega troca de juízes em julgamento de extradição de Carla Zambelli

Recurso por suposta falta de imparcialidade é rejeitado, e ex-deputada, presa em Roma desde 2025, volta a ser julgada por extradição ao Brasil, onde já foi condenada em dois processos

Caio César

Carla Zambelli (Lula Marques/Agência Brasil)
Carla Zambelli (Lula Marques/Agência Brasil)

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A Justiça da Itália negou o recurso apresentado pela defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli que pedia a troca do colegiado responsável por julgar seu caso, sob a alegação de falta de imparcialidade. Os advogados da ex-parlamentar no país europeu afirmaram que irão recorrer da decisão.

Com a negativa, proferida nesta terça-feira (10), o julgamento que decidirá sobre a extradição de Zambelli ao Brasil será retomado na manhã de quarta-feira (11). Caso a substituição de juízes tivesse sido aceita, o processo voltaria, na prática, à estaca zero.

Zambelli está presa em Roma desde 29 de julho de 2025. A ex-deputada fugiu para a Itália após ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento sobre a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em conluio com Walter Delgatti Neto.

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Ela já acumula outra condenação no Brasil, de cinco anos e três meses de prisão, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal durante as eleições de 2022. Na ocasião, a então parlamentar empunhou uma pistola enquanto perseguia um homem negro no dia da votação, sob a alegação de que teria sido agredida por ele — versão que não foi comprovada.