Improbidade

Justiça bloqueia bens de ex-governador de MG em caso do mensalão tucano; Ministro de Temer também tem bens bloqueados

Blairo Maggi é acusado de participar de esquema de compra de vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Mato Grosso, por meio da aposentadoria precoce de outro conselheiro

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SÃO PAULO – O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, teve bens bloqueados nesta quarta-feira (11), em decorrência a um processo de improbidade administrativa que corre na Justiça do Mato Grosso. A decisão, tomada na última segunda-feira pelo juiz Aparecido Bortolussi Júnior, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, permite o bloqueio de até R$ 4 milhões do ministro e outros oito réus. Só o senador licenciado teve R$ 403 mil indisponibilizados, além de veículos. As informações são do G1 e da Folha de S. Paulo.

Blairo Maggi é acusado de participar de esquema de compra de uma vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Mato Grosso, por meio da aposentadoria precoce de outro conselheiro, o que abriria lugar para a nomeação do ex-deputado estadual Sérgio Ricardo de Almeida. Também foi afetado pela decisão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do estado José Riva (PSD). O caso foi investigado pela Polícia Federal na Operação Ararath.

Em nota, o ministro disse ter ficado surpreso com a decisão e que está pronto para “prestar todos os esclarecimentos à Justiça”. Maggi afirmou ainda que vai recorrer da medida, por entender “não ter sido justa a decisão proferida”. Um inquérito criminal que investigava o político no âmbito da mesma operação foi arquivado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli por recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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Mensalão tucano 
Em Minas Gerais, a Justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de bens do ex-governador e ex-senador Eduardo Azeredo (PSDB) em uma ação de improbidade administrativa relacionada ao mensalão tucano. A decisão não detalha o valor a ser bloqueado e o político ainda pode recorrer.

A defesa de Azeredo afirmou que aguarda uma manifestação de outros desembargadores, além do que tomou a decisão, para se manifestar, segundo o G1.

O caso é referente a uma Ação Civil Pública de 2003 movida pela Procuradoria-Geral da União (PGR) relativa a um repasse de R$ 3 milhões dos cofres de estatais para um evento realizado em 1998. Em 2015, Azeredo foi condenado a mais de 20 anos de prisão em outra ação penal relativa ao mensalão tucano.